16 outubro 2018

Capitulo 3

(estação de comboio de Nairobi no Quénia)
Desde que Filipe se mudou para a Linha de Sintra, tem dias que ele sente que entrou num comboio algures no meio de África. Ele senta-se e pensa em mais um dia de trabalho que irá ter pela frente, ou então está de regresso a casa, após um dia super cansativo. Ele é Cabeleireiro e como está a recibos verdes, tem um part-time no café em frente, onde ajuda na esplanada...
Quando vivia em Lisboa, num quarto arrendado, com um ordenado ainda se safava... O preço dos quartos ficaram pela hora da morte e Filipe decidira viver sozinho numa casa arrendada...

Filipe depressa habituara-se aos cheiros característicos do pessoal que não toma banho de água e gel de banho, mas sim em frascos de perfume. Habituara-se às conversas de futebol, onde se assistirem 50 mil adeptos, estarão lá 49 mil treinadores de bancada, fora os treinadores de sofá. Todos é que sabem, e eles é que sabem... A ultima moda, são os juízes no facebook e nas carruagens. Filipe depressa percebeu e aprendeu que antes do Balsonaro, O Brasil não tinha violência, as mulheres eram super bem tratadas com flores todos dos dias (sinal que estavam sepultadas lololol), que os ladrões eram perdoados com livros de escrever e fazer desenhos. A Comunidade LGBT com I, peço desculpa pelo lapso, não era perseguida... O Brasil era um verdadeiro Arco Iris no Mundo... Como é possível haver tanta gente burra?! Que não se lembra que na década de 80, os preços no Brasil aumentava três vezes ao dia... O Balsonaro é que trouxe a desgraça ao Brasil.... Ahahahahahahahaha Filipe ri-se para dentro depois de ouvir tanto disparate junto...
Filipe troca algumas mensagens, com alguns gajos que conhecera nas redes gays, como grindr, manhunt, planeta romeo e outras que tais... Muita foto, e pouco conteúdo... É como pensar ir visitar um museu, e acaba-se a tarde numa loja chinesa
Filipe encosta a cabeça à janela e pensa:
"Ninguém é assim tão ocupado, tudo é uma questão de prioridade"

4 comentários:

Paulo Roberto Figueiredo Braccini - Bratz disse...

Amando a contextualização de sua novela. Não perdeste a sua sagacidade peculiar ... rs

Francisco disse...

Paulo Roberto

É uma novela, tudo é fictício, nada corresponde à verdade kkkkkkkkkkkk

Anónimo disse...

É bem verdade, as prioridades ditam tudo...

Francisco disse...

João

Verdade ;)