17 maio 2017

Um Primo que Morreu - Sarah Brightman "Only An Ocean Away"

Sou alarmado que um dos meus primos morreu. De facto eu já o sabia... Não sou adivinho, mas porque era amigo dele no facebook. E, um dia todos os amigos dele começaram a postar fotos antigas, verdadeiras frases de amizade, muita saudade dos velhos tempos (ele só tinha 57 anos). Uma panóplia de coisas que se escrevem, sentidas ou não?! A cada um cabe o saber...

O meu primo morreu na 5ª feira (Greve nos hospitais), é levado para a morge.

(o meu primo caiu e morreu no ginásio que frequentava com alguma regularidade)

Sexta-feira foi o dia de Fátima  (Tolerância de ponto)

Sábado e Domingo não há autópsias: 
Fátima, Benfica e a Eurovisão

Segunda-feira (ontem): O corpo é entregue à família após reconhecimento por parte da mulher actual e dos filhos do seu primeiro casamento.
Alguém se esquecera que o corpo deveria ter ficado no frigorífico ou em gelo, e o corpo começou a decompor-se. Era um cheiro nauseo e abundo. Nem os incensos esconderam o cheiro do corpo dentro do caixão. Não deram oportunidade de vestir o meu primo...

Terça-feira: O corpo foi cremado. A primeira cremação na família. A família estava em choque, mas a mulher actual assim o tinha decidido...

Uma parte das cinzas irá para junto do pai (meu tio), outra parte para junto da mãe (minha tia), e a terceira parte será entregue ao Oceano

Tanta inveja e zanga ao longo de uma vida, tanto mau estar entre primos. Tantos a apregoar que ele era um Bom amigo, uma Paz de alma. Na morgue eu contei com os meus dedos de uma mão os amigos, com outra os amigos da sua vida, e apenas estava a 1ª geração de primos direitos que são do lado da minha avó.

Dizer que o meu primo partiu em Paz, é bom se ouvir (ele e a mulher faziam parte de um grupo de pessoas que vão para o mar para serem baptizados, depois o maluco da família sou eu), saber que já vão vender a casa de família para começarem as partilhas, já é a conversa normal das pessoas...

O corpo ainda não arrefeceu da cremação e já se discute a pá e a vassoura

Wellcome to my family, the true portuguese family

6 comentários:

Paulo Roberto Figueiredo Braccini . Bratz disse...

A vida é exatamente assim. Por mais que eu viva nunca vou entender e aceitar o ser humano com estas suas pequenezas. Eu tenho família razoavelmente grande e eu [só eu] sempre fui muto ligado a pais, irmãos, tios tias, primos primas e avós. O que pude fazer para manter e respeitar estes vínculos de forma sustentável e amena eu fiz. Nunca me metendo em nada q fosse pessoal mas sempre pronto a ajudar qdo necessário e me fosse possível, principalmente nos momentos mais duros sem qualquer tipo de pieguices. Os velhos de minha família todos já se foram. Hoje, os velhos somos nós, os da minha geração. Perder membros familiares de minha geração hoje é rotina para mim ... não passa mais um ano se quer sem alguma perda. Já faz parte da rotina. Esta semana perdi também mais um e tenho outro não muito bem.
Enfim ... é a vida ...

Beijão e parabéns pela oportuna e contundente reflexão.

Francisco disse...

Paulo Roberto

Beijo sentido :)

Magg disse...

Os meus pêsames Francisco. É sempre muito difícil quando um dos nossos se vai.

Um abraço

Francisco disse...

Magg

Obrigado ;)

Bjs

Mark disse...

Como fiz questão de o fazer, endereço-te mais uma vez os meus pêsames, amigo.

um abraço forte.

Francisco disse...

Mark

Obrigado amigo

Abraço forte