E outro texto do Fernando
"Um excerto da Sociedade
Encostei-me à parede e pus-me a pasmar o mundo à minha volta. Através da força consegue-se dominar, um leão é mais forte que uma zebra e domina-a. Um sapo é mais fraco que uma avestruz e poderá ser dominado por esta. Ora mas existem determinadas artimanhas, umas forças que são aldrabices, que podem combater ao lado da verdadeira força: o veneno, constituições particulares de determinadas partes do corpo, e no caso do homem a inteligência. Ora para eu ter nomeado a força física como verdadeira, não fui eu que a denota assim, é a própria sociedade que a vê como tal, é a sua sensibilidade ingénua que a sente assim. E tem razão. A força física é o motor para uma verdadeira força psicológica, é a força da vida que se safa e é ela que pode com um pouco de intuição ultrapassar o veneno dum sapo e quando ultrapassado o sapo por ser fraco jamais conseguirá se defender. Não vou perder tempo com questões que não conseguem abstrair-se das suas formas de ver, a força é algo que se vê realmente.
E nesta parede escolar vejo uma hierarquia interessante: os desportistas são os mais fortes, daí poderem foder que é o desejo de qualquer Homem. Eles muitas vezes pecam ao não perceber a maior artimanha de todas, a inteligência. Será esta uma exceção das artimanhas, a única que poderá superar todo o tipo de força? Talvez mas para verem como a força ainda é de tal maneira respeitada é ela ainda utilizada, pelo menos numa forma básica, para superar qualquer obstáculo na visão de cada Homem. Se eu vos falar em polícias e militares, já vos diz alguma coisa? Os restantes da hierarquia são todos variações de diferentes personalidades humanas, uns mais particulares que outros, todos fracos mas conseguem alguma ataraxia devido à tal inteligência que liga o bem-estar a ela mesmo.
Cena 1
Sempre andei com o ar de um vagabundo noctívago e sempre tive um porte forte como aquelas pessoas que passam o dia a esbanjar-se nas melhores carnes para consumirem. Sempre fui calmo e solitário, não me apetecia falar e quando o fazia mostrava uma cara de frete com algum desdenho. Devido à minha presença intimidante ninguém encorajava-se a conversar comigo mas claramente que fui tema muito curioso dos meus colegas que me observavam atentos com olhares avariados já que o seus instintos não sabiam onde me colocar.
Certa vez decidiram meter-se comigo. O mais desejado e venerado pela putaria toda fez-se de forte:
-Então, amigo, como vai isso?
-Como vai o quê?
-He he he, no fundo também és um cromo! - e todos forçaram um riso atrasadinho. Eu virei-me para ele e com toda a violência esmurrei a parede ao meu lado provocando quase uma nova divisão à escola! Enfim estou a exagerar mas virei-me para ele questionando-lhe o que eu era e ele afastou-se instintivamente transbordando de medo.
Se antes daquele momento eu já era respeitado, a partir daí comecei a ser altamente temido provocando o pânico a quem soubesse que lhe estava a fazer um
simples olhar.
Cena 2
Existe um rapaz da minha turma que é violinista e só pensa no instrumento, ou melhor é obrigado a pensar só nele. Tem aquela passividade emocional, aquela fraqueza tão óbvia, que todos os músicos eruditos têm. Naturalmente ele era posto de parte pelos desportistas, pela raparigas que se faziam a estes, e até por outros que não pertenciam ao topo. Neste grupo fazia parte todo o tipo de pessoas que não se destacavam desportivamente, uns, mais fracos, poderiam ter várias taras, não pelo violino mas por outras coisas, alguns tentavam uma via alternativa em relação aos desportistas não caindo na pura da fraqueza dos mais cromos. Existem algumas variedades nestas alternâncias e deve-se admitir que um ou outro até poderá ser forte assim como há fracos infiltrados nos fortes, a maioria ainda se esforça por praticar desporto e a infiltração reconhecida e aceite por vezes existe, chama-se a isto compaixão, este sentimento que no fundo é o amor e qualquer Homem o tem. Mas por mais que escondem o que são nota-se logo pelo simples olhar ao que verdadeiramente pertencem.
Ainda a falar acerca do violinista, certo dia estava a ser fortemente posto em causa nos balneários devido à sua vida sexual. Ora eu com uma simples boca calei aquela gente toda e pisquei um olho ao menino como quem lhe diz: a ti salvar-te-ei.
Cena 3
Um alternativo daqueles que gosta do campo estava imensamente interessado em mim, olhava-me pedindo-me que lhe falasse, que lhe garantisse que nada de mal lhe iria fazer. E falei-lhe, com ele e com mais duas raparigas. Nem sei porque hei de falar mas acabei por falar com todos os «médios», hehe se é assim que lhes posso nomear, para avisar-lhes. E curioso que eles todos acabaram por cumprir aquilo que eu lhes tinha dito: ausentem-se amanhã.
Antes de vos finalizar com o que vem amanhã queria-vos apenas passear um pouco: ando neste edifício com ar de prisão, vejo rebanhos com pompa, passo por eles ignorando-os mas é curioso que se os tivesse completamente ignorado não estaria a relembrá-los. Entro em salas de pânico pseudo-dirigidas (!) por estupores. Perda de tempo imenso, que vou eu fazer? Fui escolhido para mudar não fui? E farei isso!
Final
A Natureza é uma merda, convencem-se disso. Forte, fraco, o caralho! A inteligência ao lado da força não inteligente (relembro-vos polícias e militares) vai dar lugar à falsa força. A inteligência vai dominar o mundo por completo. Ora dado que esta é um mundo complexo, apenas uma perspetiva dela é a que pode realizar o sonho do domínio, até pode ser mais ignóbil que outras perspetivas mas ignoremos o facto. E sendo assim, com educações e tudo o que o devir provoca na evolução humana, a sociedade quer ser inteligente. Há sempre aqueles falhados, existem uns que não
conseguem, e depois há a maioria inteligente. E ainda há muita liberdade no início do Homem na sua juventude, ou seja ainda há espaço para a verdadeira força, impedindo a utilização da inteligência evoluída, e sendo assim é ela a dominante na juventude. Não só por esta razão que ainda facilmente se desenvolve o verdadeiro, portanto correto, instinto da força (vejam os desportistas) e notar-se-á no futuro dos jovens. Daí não se admirem com a grande percentagem de força aliada à inteligência num só homem devido precisamente à ainda valorização da tal força por diversos motivos de funcionamento e ordem social sendo que ela exerce um nível de atração que justifica esta dualidade.
É este o mundo e estou farto dele, desta hierarquia natural e artificial.
Decidi entrar na sala fechando a porta com mais de metade da turma lá dentro e não permiti que o professor entrasse. Comecei a pegar um em cada um e torturei-os, estrangulei-os, e deitei-os todos uns em cima dos outros à frente do quadro. Poupei os fracos mas não aqueles que se fazem sempre aos fortes. Estavam os fortes todos mortos à frente do quadro! Alegria! Que risos infantis! Os outros olhavam mais que apavorados, aquilo tudo já não lhes pertencia aos seus instintos à muitas décadas. Mas uma rapariga que era péssima aluna e era posta em cause devido ao facto de ter mais peso que os outros sorria completamente assustada do sonho dela ter-se realizado. Levei-a para cima dos cadáveres apoiando a minha mão na dela como se fosse casar e estando ela lá em cima com punho levantado vitorioso pensei exclamando:
-Eis a minha hierarquia!"
Um amor entre um Deus do Olimpo e um terreste, onde esse Deus caiu e resolveu contar as suas histórias enquanto viveu no meio dos humanos...
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21 novembro 2014
20 novembro 2014
Fernando 1 - Whitney Houston "One Moment In Time"
Mais um texto do Fernando
"Vitória
Existe de facto um sentimento de solidariedade mas também ações solidárias onde este sentimento apenas se manifesta na moral do indivíduo, ou seja não é este que o deseja pois está submisso perante tal moral. Mas o que realmente interessa é que estamos verdadeiramente perante uma ação: não deixa de ser ação.
Reparemos num local de trabalho onde diversas pessoas competem entre si exaltando cada um a sua personalidade. Aparece alguém que manda naquela gente e decide dar uns bem fortes sermões a um indivíduo com mais de 25 anos ainda relativamente jovem que caracteriza-se por não se emancipar. Ele recebeu os sermões já e cada vez mais, a cada momento, enfraquecido. O pior é que o jovem sabe da sua debilidade, não consegue enfurecer-se, é imediatamente apaziguado devido a fobias contínuas, a um exagerado instinto sobre o perigo. Ele não reage e a sua inteligência também não o ajuda, ou não vale nada ou bloqueia-se.
A mãe dele muito envergonhada pelo filho que educou aproveita-se da tensão acumulada que sofreu no emprego para também libertá-la para o seu único filho, aquele debilitado como nós já o vimos. Na sua cabeça um pensamento com algo de frustrante também lhe surge: o facto do jovem ainda viver com ela e não independentemente irrita-lhe porque a presença dele debilita-a através dum certo instinto corporal, ou seja estamos perante a involuntariedade, que vai absorvendo, talvez por adaptação também involuntária, a fraqueza, a submissão do jovem. Além destas absorções enfraquecerem a mãe, o seu espírito torna-se mais inofensivo a sentimentos como a vergonha, a culpabilidade e até a irritação.
A família não lhe quer, ninguém lhe quer, que poderá ele fazer? Certa vez ao atravessar a estrada foi surpreendido por um carro que apitou-lhe ferozmente numa raiva terrível. Ele fugiu logo para o passeio e olhou para o monstruoso veículo que ia ficando mais pequeno à medida que se aproximava do horizonte mas o medo que provocava não se proporcionava com a sua visibilidade, era sempre deveras temido.
A vida deste pobre jovem era assim. Era uma solidão misantropa sendo que a necessidade social acentuava-se mais devido à particularidade dos problemas dele. Para acalmar-se, desabafar, ora enfrentar as necessidades humanas que ao ausentarem-se traziam problemas, desconfortos, confusões, enfim relações entre excertos de pensamentos e vontades que originam facilmente aquilo que se diz como ilícito, recorria à prostituição, isto é, pagava forte para poder socializar, comunicar, falar, com diversos terapeutas (generalizadamente conhecidos como «psicólogos») altamente profissionais, com métodos da ciência comprovada mais avançada e elaborada, com eficácia absoluta ultrapassava e podia voltar novamente à sua vida mais calma: a um padecimento ataráxico. Depois do restabelecimento esperava até à sua próxima consulta de rotina para verificar que nada do método tinha falhado e realmente uma pessoa de tal maneira débil, e propícia à submissão, jamais se curvaria mentalmente na sua saúde perante tal autoridade científica.
Vitória".
Poderia repetir mais cenas sensíveis no emprego, em casa da sua mãe, ele o que queria era ser minimamente respeitado ou, se pudesse, tolerado. Para necessidades sociais já existia uma diversa gama de terapeutas no mercado, sendo assim alcançaria uma grande vitória na sua vida se alcançasse tal progresso cerebral.
Certo dia ao atravessar a estrada foi atropelado com grande ímpeto sentido nas suas pernas e nos poucos instantes que se seguiram após o atropelamento, ele caído no chão conseguiu ver com o pouco de consciência que lhe restava um esplêndido e belo futuro como se uma miragem ao mar se tratasse. Viu que em cadeira de rodas, nesse estado deficiente, era extremamente e até, de forma positiva, abusivamente bem tratado por todos. Poderia atravessar a estrada quando quisesse que os carros parariam bruscamente para ele poder passar como um rei, até podiam resmungar qualquer coisa, mas ele era respeitado! No emprego a compaixão por ele reinava e a mãe até podia estar mais frustrada pelo filho estar naquele estado mas já não era a ele que libertava as suas tensões. Enfim tudo melhorava pelo respeito e tolerância: os valores belos e caros da humanidade. E infelizmente a sua boca caída no chão daquele atropelamento já não tinha forças para exclamar vitória.
"Vitória
Existe de facto um sentimento de solidariedade mas também ações solidárias onde este sentimento apenas se manifesta na moral do indivíduo, ou seja não é este que o deseja pois está submisso perante tal moral. Mas o que realmente interessa é que estamos verdadeiramente perante uma ação: não deixa de ser ação.
Reparemos num local de trabalho onde diversas pessoas competem entre si exaltando cada um a sua personalidade. Aparece alguém que manda naquela gente e decide dar uns bem fortes sermões a um indivíduo com mais de 25 anos ainda relativamente jovem que caracteriza-se por não se emancipar. Ele recebeu os sermões já e cada vez mais, a cada momento, enfraquecido. O pior é que o jovem sabe da sua debilidade, não consegue enfurecer-se, é imediatamente apaziguado devido a fobias contínuas, a um exagerado instinto sobre o perigo. Ele não reage e a sua inteligência também não o ajuda, ou não vale nada ou bloqueia-se.
A mãe dele muito envergonhada pelo filho que educou aproveita-se da tensão acumulada que sofreu no emprego para também libertá-la para o seu único filho, aquele debilitado como nós já o vimos. Na sua cabeça um pensamento com algo de frustrante também lhe surge: o facto do jovem ainda viver com ela e não independentemente irrita-lhe porque a presença dele debilita-a através dum certo instinto corporal, ou seja estamos perante a involuntariedade, que vai absorvendo, talvez por adaptação também involuntária, a fraqueza, a submissão do jovem. Além destas absorções enfraquecerem a mãe, o seu espírito torna-se mais inofensivo a sentimentos como a vergonha, a culpabilidade e até a irritação.
A família não lhe quer, ninguém lhe quer, que poderá ele fazer? Certa vez ao atravessar a estrada foi surpreendido por um carro que apitou-lhe ferozmente numa raiva terrível. Ele fugiu logo para o passeio e olhou para o monstruoso veículo que ia ficando mais pequeno à medida que se aproximava do horizonte mas o medo que provocava não se proporcionava com a sua visibilidade, era sempre deveras temido.
A vida deste pobre jovem era assim. Era uma solidão misantropa sendo que a necessidade social acentuava-se mais devido à particularidade dos problemas dele. Para acalmar-se, desabafar, ora enfrentar as necessidades humanas que ao ausentarem-se traziam problemas, desconfortos, confusões, enfim relações entre excertos de pensamentos e vontades que originam facilmente aquilo que se diz como ilícito, recorria à prostituição, isto é, pagava forte para poder socializar, comunicar, falar, com diversos terapeutas (generalizadamente conhecidos como «psicólogos») altamente profissionais, com métodos da ciência comprovada mais avançada e elaborada, com eficácia absoluta ultrapassava e podia voltar novamente à sua vida mais calma: a um padecimento ataráxico. Depois do restabelecimento esperava até à sua próxima consulta de rotina para verificar que nada do método tinha falhado e realmente uma pessoa de tal maneira débil, e propícia à submissão, jamais se curvaria mentalmente na sua saúde perante tal autoridade científica.
Vitória".
Poderia repetir mais cenas sensíveis no emprego, em casa da sua mãe, ele o que queria era ser minimamente respeitado ou, se pudesse, tolerado. Para necessidades sociais já existia uma diversa gama de terapeutas no mercado, sendo assim alcançaria uma grande vitória na sua vida se alcançasse tal progresso cerebral.
Certo dia ao atravessar a estrada foi atropelado com grande ímpeto sentido nas suas pernas e nos poucos instantes que se seguiram após o atropelamento, ele caído no chão conseguiu ver com o pouco de consciência que lhe restava um esplêndido e belo futuro como se uma miragem ao mar se tratasse. Viu que em cadeira de rodas, nesse estado deficiente, era extremamente e até, de forma positiva, abusivamente bem tratado por todos. Poderia atravessar a estrada quando quisesse que os carros parariam bruscamente para ele poder passar como um rei, até podiam resmungar qualquer coisa, mas ele era respeitado! No emprego a compaixão por ele reinava e a mãe até podia estar mais frustrada pelo filho estar naquele estado mas já não era a ele que libertava as suas tensões. Enfim tudo melhorava pelo respeito e tolerância: os valores belos e caros da humanidade. E infelizmente a sua boca caída no chão daquele atropelamento já não tinha forças para exclamar vitória.
19 novembro 2014
Fernando - THE BANGLES "Eternal Flame"
O Fernando que escreve aqui, enviou-me uns textos espectaculares que partilho convosco :)
Espero que gostem :)
"Um amor de juventude
Na província do país dois rapazes atingidos por um insuperável sentimento de amor mútuo iniciaram o que iria ser o seu último Verão juntos. Contavam ambos com 18 anos sendo que o amor entre eles não era muito mais novo. Aquela província de florestação verde, acastanhada e amarelada, cantarolada pelos mais diversos pássaros e encenada em vales e pequenas montanhas tornava-se num local de tal maneira melancólico a algo que se sabia já efémero. A separação era causada pela instabilidade de um deles, Luís, que por ser mais artista aquele seu meio natal incompletava-lhe. Esperavam-lhe a universidade e os encantamentos da cidade. Já João talvez continuasse a profissão humilde do pai. Ora ao contrário de Luís as possibilidades económicas dele não lhe possibilitavam acompanhar o seu anjo mas de certa forma talvez fosse essa a melhor solução se pudesse existir outra, pensava ele. João sentia-se por vezes com um sentimento de uma certa culpabilidade acusando-se de querer Luís só para si mas reconhecia que aquele meio não era propício à felicidade do namorado e que este precisava de sair.
Onde está a tão poderosa força do amor? Talvez o facto dos dois praticamente terem nascido com ele não conseguiam identificá-lo como a obra magna da vida. A Luís vinham-lhe sem dúvida sentimentos de medo pelo abandono do seu lugar mas principalmente pela perda que iria sentir por João. Como é estar sem o seu companheiro? Ele não sabia responder pois nunca sentiu tal coisa e este desconhecimento amedrontava-lhe ainda mais os seus receios.
-Diz-me para ficar! Tenho tanto medo! Por favor!
E João depois de um breve mas de nada vazio silêncio:
-Se queres que eu te diga para ficares, não vais ouvir isso de mim.
E as vozes deles flutuavam no meio das árvores alegres atingidas por umas leves brisas tipicamente de Verão.
Aquela paisagem bucólica parecia caracterizar aquele final de relação. «Eu não lhe trocava por nada deste mundo», pensava Luís enquanto se lembrava de todo o carinho que o outro lhe proporcionava. «Mas porque hei de sair daqui?» Era maravilhoso ter o poder de acomodar-se à terra onde estava como todos aqueles que agem desta maneira. Mas no fundo a sua alma era frágil que só tinha lugar no colo de João mas este achava que o seu calor era insuficiente para que Luís pudesse ser feliz.
«Como é viver sem ti?» - «Vais descobrir, vais-te extasiar na delícia da cidade».
«Lembro-me perfeitamente quando eu não conseguia realizar aqueles trabalhos escolares mas o Luís aparecia não só para me ajudar a ultrapassá-los, também para me amar. Eu não poderei ir com ele... Aonde irei então?» O mundo vivia numa situação onde uma vida relativamente pacata e agradável era bastante difícil de alcançar. Mas no caso de João não havia propriamente pormenores a temer até porque a sua família além de estar numa situação estável era carinhosa mas o que seria ver-se sem Luís? «Fica então comigo! Aqui ao meu lado é o teu lugar!» - Apenas pensava.
O amor entre eles era inquestionável apesar da província não ser propriamente o local para o Luís. O tempo ia passando sempre igual e monótono, ele enchia as almas sensíveis de tristeza acompanhava com uma certa ansiedade que se destacava no meio de sentimentos planos mas nada calmos. Tudo o que se vivia naquelas terras era um
sentimento contrário ao mar: algo fechado e pouco movimentoso. Ali as pessoas pareciam ter vivido toda a sua vida naquele lugar, como se tivessem surgido de lá, o facto daquele local transbordar de beleza e de uma agradável estabilidade originava um certo sofrimento muito típico daquele bucolismo.
«Vou ficar sem ele... Será que vou sofrer? O que é sofrer?»
«Ele não nasceu para viver aqui, ele é melhor que o mundo inteiro»
Talvez a vida seja mesmo algo para nos esforçarmos, para sermos alguém. Mas poderemos ser alguém sozinhos, como se vivêssemos no fundo de um longínquo rochedo?
Creio que ele vai chegar a um ponto em que não aguentará mais o que eu poderei-lhe dar com as minhas maiores forças, eu não sou tudo, aliás por algum motivo eu continuarei a viver bem onde estou.
Será que devemos gritar-lhes ao ouvido revelando a insuperável dor da separação? Sim o amor deles era verdadeiro, o amor é algo que apenas se sabe que ele existe, quando se ama verdadeiramente alguém, sabe-se que esse alguém é a pessoa perfeita, algo que todos nós somos dotados de saber. Um dia Luís chegava aterrado a casa pois falhava completamente na atividade desportiva obrigatória e João exclamou-lhe agindo depois também: «eu ajudo-te». Agora ao recordar este doce momento Luís chorava sem cessar questionando-se o que seria a separação.
«Vais ser feliz pois tu mereces...» declamou-lhe João em lágrimas.
«Só serei feliz se estiver contigo.»
Que importa ser alguém se podemos viver felizes com o novo amor?
E a felicidade é sinónimo de amor? Mas o que é o amor então? Naqueles rochedos embalados pelas folhas secas, nas colinas que desciam transbordadas em flores, aqui nestes sítios era onde pousavam todas as respostas a estas questões da Natureza. Tudo ali funcionava como uma alma bela que vive, apenas vive e ao contrário do que possa parecer aqui nada acaba, uma árvore vive, ela está ali e jamais se afasta, porque será? Já as flores caminham por todos os montes respirando todos os ares, tudo isto é amor, caminhando ou não, não se separam nunca do sítio onde estão, o amor é algo inseparável.
Algo assusta-me no destino destes dois amores: se eles vão separar-se que poderá isto significar? Que o amor não é a maior força da vida, que ele não é sinónimo de viver? Algo desesperante sinto eu.
«Eu vou contigo então! Seremos os dois felizes na cidade! Continuaremos a ser dois passarinhos como sempre fomos!»
Que tristeza viver num fim que não existe.
Numa manhã de Setembro João acordava pela primeira vez da sua vida sem o Luís."
Espero que gostem :)
"Um amor de juventude
Na província do país dois rapazes atingidos por um insuperável sentimento de amor mútuo iniciaram o que iria ser o seu último Verão juntos. Contavam ambos com 18 anos sendo que o amor entre eles não era muito mais novo. Aquela província de florestação verde, acastanhada e amarelada, cantarolada pelos mais diversos pássaros e encenada em vales e pequenas montanhas tornava-se num local de tal maneira melancólico a algo que se sabia já efémero. A separação era causada pela instabilidade de um deles, Luís, que por ser mais artista aquele seu meio natal incompletava-lhe. Esperavam-lhe a universidade e os encantamentos da cidade. Já João talvez continuasse a profissão humilde do pai. Ora ao contrário de Luís as possibilidades económicas dele não lhe possibilitavam acompanhar o seu anjo mas de certa forma talvez fosse essa a melhor solução se pudesse existir outra, pensava ele. João sentia-se por vezes com um sentimento de uma certa culpabilidade acusando-se de querer Luís só para si mas reconhecia que aquele meio não era propício à felicidade do namorado e que este precisava de sair.
Onde está a tão poderosa força do amor? Talvez o facto dos dois praticamente terem nascido com ele não conseguiam identificá-lo como a obra magna da vida. A Luís vinham-lhe sem dúvida sentimentos de medo pelo abandono do seu lugar mas principalmente pela perda que iria sentir por João. Como é estar sem o seu companheiro? Ele não sabia responder pois nunca sentiu tal coisa e este desconhecimento amedrontava-lhe ainda mais os seus receios.
-Diz-me para ficar! Tenho tanto medo! Por favor!
E João depois de um breve mas de nada vazio silêncio:
-Se queres que eu te diga para ficares, não vais ouvir isso de mim.
E as vozes deles flutuavam no meio das árvores alegres atingidas por umas leves brisas tipicamente de Verão.
Aquela paisagem bucólica parecia caracterizar aquele final de relação. «Eu não lhe trocava por nada deste mundo», pensava Luís enquanto se lembrava de todo o carinho que o outro lhe proporcionava. «Mas porque hei de sair daqui?» Era maravilhoso ter o poder de acomodar-se à terra onde estava como todos aqueles que agem desta maneira. Mas no fundo a sua alma era frágil que só tinha lugar no colo de João mas este achava que o seu calor era insuficiente para que Luís pudesse ser feliz.
«Como é viver sem ti?» - «Vais descobrir, vais-te extasiar na delícia da cidade».
«Lembro-me perfeitamente quando eu não conseguia realizar aqueles trabalhos escolares mas o Luís aparecia não só para me ajudar a ultrapassá-los, também para me amar. Eu não poderei ir com ele... Aonde irei então?» O mundo vivia numa situação onde uma vida relativamente pacata e agradável era bastante difícil de alcançar. Mas no caso de João não havia propriamente pormenores a temer até porque a sua família além de estar numa situação estável era carinhosa mas o que seria ver-se sem Luís? «Fica então comigo! Aqui ao meu lado é o teu lugar!» - Apenas pensava.
O amor entre eles era inquestionável apesar da província não ser propriamente o local para o Luís. O tempo ia passando sempre igual e monótono, ele enchia as almas sensíveis de tristeza acompanhava com uma certa ansiedade que se destacava no meio de sentimentos planos mas nada calmos. Tudo o que se vivia naquelas terras era um
sentimento contrário ao mar: algo fechado e pouco movimentoso. Ali as pessoas pareciam ter vivido toda a sua vida naquele lugar, como se tivessem surgido de lá, o facto daquele local transbordar de beleza e de uma agradável estabilidade originava um certo sofrimento muito típico daquele bucolismo.
«Vou ficar sem ele... Será que vou sofrer? O que é sofrer?»
«Ele não nasceu para viver aqui, ele é melhor que o mundo inteiro»
Talvez a vida seja mesmo algo para nos esforçarmos, para sermos alguém. Mas poderemos ser alguém sozinhos, como se vivêssemos no fundo de um longínquo rochedo?
Creio que ele vai chegar a um ponto em que não aguentará mais o que eu poderei-lhe dar com as minhas maiores forças, eu não sou tudo, aliás por algum motivo eu continuarei a viver bem onde estou.
Será que devemos gritar-lhes ao ouvido revelando a insuperável dor da separação? Sim o amor deles era verdadeiro, o amor é algo que apenas se sabe que ele existe, quando se ama verdadeiramente alguém, sabe-se que esse alguém é a pessoa perfeita, algo que todos nós somos dotados de saber. Um dia Luís chegava aterrado a casa pois falhava completamente na atividade desportiva obrigatória e João exclamou-lhe agindo depois também: «eu ajudo-te». Agora ao recordar este doce momento Luís chorava sem cessar questionando-se o que seria a separação.
«Vais ser feliz pois tu mereces...» declamou-lhe João em lágrimas.
«Só serei feliz se estiver contigo.»
Que importa ser alguém se podemos viver felizes com o novo amor?
E a felicidade é sinónimo de amor? Mas o que é o amor então? Naqueles rochedos embalados pelas folhas secas, nas colinas que desciam transbordadas em flores, aqui nestes sítios era onde pousavam todas as respostas a estas questões da Natureza. Tudo ali funcionava como uma alma bela que vive, apenas vive e ao contrário do que possa parecer aqui nada acaba, uma árvore vive, ela está ali e jamais se afasta, porque será? Já as flores caminham por todos os montes respirando todos os ares, tudo isto é amor, caminhando ou não, não se separam nunca do sítio onde estão, o amor é algo inseparável.
Algo assusta-me no destino destes dois amores: se eles vão separar-se que poderá isto significar? Que o amor não é a maior força da vida, que ele não é sinónimo de viver? Algo desesperante sinto eu.
«Eu vou contigo então! Seremos os dois felizes na cidade! Continuaremos a ser dois passarinhos como sempre fomos!»
Que tristeza viver num fim que não existe.
Numa manhã de Setembro João acordava pela primeira vez da sua vida sem o Luís."
01 novembro 2014
Bom Sábado - Lesley Duncan "Love Song"
Bom Sábado cheio de Doces Bons e boas travessuras :D
P.S - Música sugerida pelo seguidor e comentador Fernando :)
A Rússia anda a ver se ganha um prémio do Euro-Bombas
P.S - Música sugerida pelo seguidor e comentador Fernando :)
A Rússia anda a ver se ganha um prémio do Euro-Bombas
07 outubro 2011
Furadouro - Isabel Pantoja "Hoy quiero confesarme "
Já dizia a minha avó: - "Não há fome que não traga fartura"...
Esta tarde, depois do almoço passou-me um vaipe pela cabeça. Depois de alguma troca de mensagens entre a minha pessoa e o Fernando Mata, meu colega da tropa, aquele que me reconheceu a voz...
Entrei na A1 em direcção ao Porto. Melhor Guimarães.Tinha acabado de passar a área de serviço de Aveiras, quando o meu telefone toca...
Fernando: - Olá! Não queres vir passar o fim de semana aqui ao norte?
Francisco: - Não sei, depende do que eu ganhar com isso...
Fernando: - Ganhas a minha companhia para o jantar...
Francisco: - Uhmmm! Com ou sem sobremesa?
Fernando: - Depende! Podes escolher entre fruta ou algo mais doce. Gostas de beijinhos????
Francisco: - Como!!!!
Fernando: - Tosco! Não conheces aqueles bolinhos que se chamam beijinhos!!!!!!!!!!
A nossa conversa continuou no jogo do "rato e do gato", quando cheguei perto de Coimbra, é que abri o jogo e lhe disse onde estava.
Francisco: - Ainda estou a passar o Pombal. Até Guimarães, ainda falta um bom bocado.
Fernando: - Tosco, eu moro no Furadouro...
Francisco: - Onde é isso?
Fernando: - És mesmo labrego, Fica perto de Ovar. São João da Madeira, Oliveira de Azemeis...
Francisco: - Ok! Até já
Fotos e futuros desenvolvimentos ficam para mais tarde...
No caminho recebi várias mensagens com convites de outros gajos, onde naquela altura me escreviam apenas uma linha. Agora escrevem-me um lençol inteiro. LOL
Agora já sou bom e já tenho valor!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Esta tarde, depois do almoço passou-me um vaipe pela cabeça. Depois de alguma troca de mensagens entre a minha pessoa e o Fernando Mata, meu colega da tropa, aquele que me reconheceu a voz...
Entrei na A1 em direcção ao Porto. Melhor Guimarães.Tinha acabado de passar a área de serviço de Aveiras, quando o meu telefone toca...
Fernando: - Olá! Não queres vir passar o fim de semana aqui ao norte?
Francisco: - Não sei, depende do que eu ganhar com isso...
Fernando: - Ganhas a minha companhia para o jantar...
Francisco: - Uhmmm! Com ou sem sobremesa?
Fernando: - Depende! Podes escolher entre fruta ou algo mais doce. Gostas de beijinhos????
Francisco: - Como!!!!
Fernando: - Tosco! Não conheces aqueles bolinhos que se chamam beijinhos!!!!!!!!!!
A nossa conversa continuou no jogo do "rato e do gato", quando cheguei perto de Coimbra, é que abri o jogo e lhe disse onde estava.
Francisco: - Ainda estou a passar o Pombal. Até Guimarães, ainda falta um bom bocado.
Fernando: - Tosco, eu moro no Furadouro...
Francisco: - Onde é isso?
Fernando: - És mesmo labrego, Fica perto de Ovar. São João da Madeira, Oliveira de Azemeis...
Francisco: - Ok! Até já
Fotos e futuros desenvolvimentos ficam para mais tarde...
No caminho recebi várias mensagens com convites de outros gajos, onde naquela altura me escreviam apenas uma linha. Agora escrevem-me um lençol inteiro. LOL
Agora já sou bom e já tenho valor!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
24 setembro 2011
Fernando - Isabel Pantoja "Asi fue "
SMS do Fernando.
"Só me dá negas, não vale a pena continuar a procurar-te. Vou deixar-te em paz..."
Finalmente conseguiste perceber, que já não estou para aí virado.
TEMOS PENA...
"Só me dá negas, não vale a pena continuar a procurar-te. Vou deixar-te em paz..."
Finalmente conseguiste perceber, que já não estou para aí virado.
TEMOS PENA...
15 outubro 2010
Casa de Banho - ABBA "Angel eyes"
Esta manhã, levantei o braço e pedi para ir à casa de banho.
Conhecem a história do WC?
É uma história contada em formação, para verificarmos a diferença de Termos. Ou seja, um termo para mim pode significar uma coisa, para os meus seguidores pode ter um significado completamente diferente...
Resumo da história:Um casal de idosos, fazem anos de casados e querem voltar ao mesmo hotel, onde estiveram na Lua de Mel. Enviam um e-mail a perguntar se o hotel dispõe de WC privativo...
A recepcionista do hotel, uma senhora dos seus 60 anos e muito religiosa. Ao lêr WC, entende que WC, seja WHITE CHAPEL.
Resposta do hotel: WC é de uso para toda gente. Fica a uma distância de 500m do hotel. O Sábado e Domingo, são os dias de maior afluência.
Entro na casa de banho, reparo que nos urinóis, está lá o Fernando e outro rapaz. E, percebo o que ambos estão a fazer...
Mais tarde, no intervalo, o Fernando aproxima-se de mim, com esta conversa:
Fernando: - Na casa de banho, não é nada do que estás a pensar...
Francisco: - Bom, se isto fosse a CP, sempre poderias dizer que estavas no "engate" dos comboios...
Fernando: - Achas que eu faço engates de casa de banho?
Francisco: - Bom, se estivesses de joelhos. Sempre poderias dizer que estavas em formação para a "Fagor", a fazer "Bicos" de fogão. LOL...
Ao final da tarde, o Afonso enviou-me um sms: - Vou ao ginásio e depois vou jantar com um grande amigo meu. Depois ligo-te. Bjs...
Óh rapaz, vai lá jantar com quem tu quiseres. Com tanta coisa, que eu tenho que pensar. Seguramente, não és a prioridade. E, para acabar contigo, preciso de tempo disponivel e esse tempo, não o tenho no momento...
Conhecem a história do WC?
É uma história contada em formação, para verificarmos a diferença de Termos. Ou seja, um termo para mim pode significar uma coisa, para os meus seguidores pode ter um significado completamente diferente...
Resumo da história:Um casal de idosos, fazem anos de casados e querem voltar ao mesmo hotel, onde estiveram na Lua de Mel. Enviam um e-mail a perguntar se o hotel dispõe de WC privativo...
A recepcionista do hotel, uma senhora dos seus 60 anos e muito religiosa. Ao lêr WC, entende que WC, seja WHITE CHAPEL.
Resposta do hotel: WC é de uso para toda gente. Fica a uma distância de 500m do hotel. O Sábado e Domingo, são os dias de maior afluência.
Entro na casa de banho, reparo que nos urinóis, está lá o Fernando e outro rapaz. E, percebo o que ambos estão a fazer...
Mais tarde, no intervalo, o Fernando aproxima-se de mim, com esta conversa:
Fernando: - Na casa de banho, não é nada do que estás a pensar...
Francisco: - Bom, se isto fosse a CP, sempre poderias dizer que estavas no "engate" dos comboios...
Fernando: - Achas que eu faço engates de casa de banho?
Francisco: - Bom, se estivesses de joelhos. Sempre poderias dizer que estavas em formação para a "Fagor", a fazer "Bicos" de fogão. LOL...
Ao final da tarde, o Afonso enviou-me um sms: - Vou ao ginásio e depois vou jantar com um grande amigo meu. Depois ligo-te. Bjs...
Óh rapaz, vai lá jantar com quem tu quiseres. Com tanta coisa, que eu tenho que pensar. Seguramente, não és a prioridade. E, para acabar contigo, preciso de tempo disponivel e esse tempo, não o tenho no momento...
24 setembro 2010
Coca-Cola - Kaoma "Lambada - Chorando se foi..."
Esta tarde, estava eu muito bem na minha pausa. Com o meu MP3 nos ouvidos e a saborear uma coca-cola...
Não quero saber se os belgas, lavam o chão do aeroporto com coca-cola. Ou, se carne dentro da coca-cola fica branca. E, mais não sei quantas coisas más, que a coca-cola produz no Ser Humano.
Só sei, que estava no meu "mundo", quando de repente sinto alguém a tocar-me no ombro; olho para trás e era o Fernando...
Fernando: - Olá! Tudo bem? Sabes que eu sinto a tua falta?
Francisco: - Eu também, sinto falta.... Mas, é de espaço... Quando estás por perto de mim...
Fernando: - Fodasssssss! Sabes que eu gosto de ti?
Francisco: - Eu também... Gosto muito de mim...
Fernando: - Não dá para termos uma conversa em condições?
Francisco: - Sim! Podes falar até eu terminar a minha coca-cola...
Fernando: - Deixa-te de merdas! Estava a pensar irmos jantar juntos?
Francisco: - Ahahahhahahhha...Claro que sim. Um jantar com a Lua Cheia ao fundo no horizonte, de preferência nas Caraibas...
Fernando: - És um romântico? Quando?
Francisco: - Romântico? Não. Irónico...Tu jantas onde quiseres e eu faço o mesmo. Onde quer que estejamos, ambos havemos de estar a jantar debaixo do mesmo céu...
Qual foi a parte, que ainda não percebeste? O teu tempo de antena acabou...
Fernando: - Fiz-te assim tanto mal? Até parece que fui algum animal?
Francisco: - Depende do animal com que identificares. No Zoo há muitos...
Fernando: - Eu, identifico-me com o Gorila, macaco...
Francisco: - Pois, é a nossa diferença. É que eu identifico-me com o Porteiro ou com o senhor que vende os bilhetes. Duhhhhhhhhhhhhh
A pausa acabou, e cada um seguiu o seu caminho. Ao final da tarde, o bacano enviou-me um sms a convidar para jantar. Será que as pessoas não se apercebem que o tempo delas acabou? E, que a partir de determimando momento, começam a fazer figuras de...
Apenas respondi: - Ouve a música da Lambada do Kaoma. "Lambando estarei, ao lembrar desse amor que por um instante, foi rei"...
Não quero saber se os belgas, lavam o chão do aeroporto com coca-cola. Ou, se carne dentro da coca-cola fica branca. E, mais não sei quantas coisas más, que a coca-cola produz no Ser Humano.
Só sei, que estava no meu "mundo", quando de repente sinto alguém a tocar-me no ombro; olho para trás e era o Fernando...
Fernando: - Olá! Tudo bem? Sabes que eu sinto a tua falta?
Francisco: - Eu também, sinto falta.... Mas, é de espaço... Quando estás por perto de mim...
Fernando: - Fodasssssss! Sabes que eu gosto de ti?
Francisco: - Eu também... Gosto muito de mim...
Fernando: - Não dá para termos uma conversa em condições?
Francisco: - Sim! Podes falar até eu terminar a minha coca-cola...
Fernando: - Deixa-te de merdas! Estava a pensar irmos jantar juntos?
Francisco: - Ahahahhahahhha...Claro que sim. Um jantar com a Lua Cheia ao fundo no horizonte, de preferência nas Caraibas...
Fernando: - És um romântico? Quando?
Francisco: - Romântico? Não. Irónico...Tu jantas onde quiseres e eu faço o mesmo. Onde quer que estejamos, ambos havemos de estar a jantar debaixo do mesmo céu...
Qual foi a parte, que ainda não percebeste? O teu tempo de antena acabou...
Fernando: - Fiz-te assim tanto mal? Até parece que fui algum animal?
Francisco: - Depende do animal com que identificares. No Zoo há muitos...
Fernando: - Eu, identifico-me com o Gorila, macaco...
Francisco: - Pois, é a nossa diferença. É que eu identifico-me com o Porteiro ou com o senhor que vende os bilhetes. Duhhhhhhhhhhhhh
A pausa acabou, e cada um seguiu o seu caminho. Ao final da tarde, o bacano enviou-me um sms a convidar para jantar. Será que as pessoas não se apercebem que o tempo delas acabou? E, que a partir de determimando momento, começam a fazer figuras de...
Apenas respondi: - Ouve a música da Lambada do Kaoma. "Lambando estarei, ao lembrar desse amor que por um instante, foi rei"...
08 setembro 2010
Fernando (Fim) - Celine Dion "Eyes on me"
É verdade, a minha história com o Fernando chegou ao fim...
Engraçado, como as pessoas para dizerem que não querem estar mais numa relação, ou no que quer que seja, servem-se dos sms, dos e-mails, ou simplesmente do telemóvel.
Lá, "estou eu armado aos cucos, outra vez". Então, antigamente, os homens saiam para ir comprar cigarros e nunca mais voltavam. E, elas saiam para ir comprar azeite...
Fernando: - Desculpa Francisco, ser assim. Mas, vamos acabar...
Francisco: - Acabar o quê? Se, nem começámos alguma coisa...
Fernando: - Tenho pena que penses assim...
Francisco: - A vida é de opções. Tu estás a tomar a tua...
Fernando: - Podemos ficar amigos?
Amigos! Claro que sim, podemos ir amanhã ao cinema, jantarmos duas a três vezes por semana. Sempre que precisares desabafar ou falar do teu dia de merda no trabalho, eu estarei sempre disponivel para ti. Quando não tiveres ninguém para ir à discoteca, ou ao bairro alto, eu cá estarei. No Natal, podemos ir fazer compras para a familia... Tudo como bons amigos. E, "O rabinho lavado com água de rosas"????
Engraçado, como as pessoas para dizerem que não querem estar mais numa relação, ou no que quer que seja, servem-se dos sms, dos e-mails, ou simplesmente do telemóvel.
Lá, "estou eu armado aos cucos, outra vez". Então, antigamente, os homens saiam para ir comprar cigarros e nunca mais voltavam. E, elas saiam para ir comprar azeite...
Fernando: - Desculpa Francisco, ser assim. Mas, vamos acabar...
Francisco: - Acabar o quê? Se, nem começámos alguma coisa...
Fernando: - Tenho pena que penses assim...
Francisco: - A vida é de opções. Tu estás a tomar a tua...
Fernando: - Podemos ficar amigos?
Amigos! Claro que sim, podemos ir amanhã ao cinema, jantarmos duas a três vezes por semana. Sempre que precisares desabafar ou falar do teu dia de merda no trabalho, eu estarei sempre disponivel para ti. Quando não tiveres ninguém para ir à discoteca, ou ao bairro alto, eu cá estarei. No Natal, podemos ir fazer compras para a familia... Tudo como bons amigos. E, "O rabinho lavado com água de rosas"????
07 setembro 2010
Jantar de Ontem - Dana Internacional "Diva" in English, please...
Ontem à noite, eu ainda fui jantar com o Fernando. O moço não percebeu a minha anedota e também, não percebeu o que eu quero dele...
Fui informado, que a sua última relação foi muito complicada. O Fernando gostou muito do ex-namorado, e que este foi trabalhar para Paris (Paris de França). Aquando do "Adeus", o Fernando andou a "bater" muito mal. Pois, Ele e o namorado amavam-se muito...(Porque o outro foi embora? Ou então, porque o Fernando não o acompanhou?)
Quando se ama...
Em frente, foram 4 meses muito intensos(estão a ler bem, 4 meses), e esta relação acabou há 2 anos e meio(continuam a ler bem). O moço "refugiou-se em casa da irmã, da prima, do cão, do piriquito para chorar esse amor...
Arranjou este emprego através do anterior ex-namorado(a história do "Ex", fica sempre bem em qualquer lugar)...
É verdade, o meu supervisor é gay e frequenta o mesmo ginásio do Fernando, adivinhem qual é o ginásio? Eu dou uma pista: Holanda e Portugal...
Fernando: - Que te apetece fazer?
Francisco: - Queres ir lá domir a casa?
Fernando: - A tua casa?
Francisco: - Sim, não tenho carro. Se, vamos para tua casa, tenho que lá dormir. Não me apetece gastar dinheiro num táxi. Se, formos para minha casa. Tens a opção de lá ficares a dormir ou depois ires embora...
Acabámos por ir para minha casa, dormimos juntos e esta manhã estavámos a tomar o pequeno almoço. O pequeno-almoço foi um copo de leite, acompanhado de pedaços de fruta: morangos, banana e abacaxi, com mel...
Fernando: - Foda-se, tive uma sensação de Dejá Vu...
Francisco: - Então!!!
Fernando: - Recuei ao antigo Egipto, onde eu era o Faraó e tu o chefe das Guardas...
Francisco: - Menos mal, não fui o escravo(ironizei), e fomos namorados?
Fernando: - Amantes...
Pensei para mim: - Claro, claro. Eu sou sempre a "puta" de serviço...
Fui informado, que a sua última relação foi muito complicada. O Fernando gostou muito do ex-namorado, e que este foi trabalhar para Paris (Paris de França). Aquando do "Adeus", o Fernando andou a "bater" muito mal. Pois, Ele e o namorado amavam-se muito...(Porque o outro foi embora? Ou então, porque o Fernando não o acompanhou?)
Quando se ama...
Em frente, foram 4 meses muito intensos(estão a ler bem, 4 meses), e esta relação acabou há 2 anos e meio(continuam a ler bem). O moço "refugiou-se em casa da irmã, da prima, do cão, do piriquito para chorar esse amor...
Arranjou este emprego através do anterior ex-namorado(a história do "Ex", fica sempre bem em qualquer lugar)...
É verdade, o meu supervisor é gay e frequenta o mesmo ginásio do Fernando, adivinhem qual é o ginásio? Eu dou uma pista: Holanda e Portugal...
Fernando: - Que te apetece fazer?
Francisco: - Queres ir lá domir a casa?
Fernando: - A tua casa?
Francisco: - Sim, não tenho carro. Se, vamos para tua casa, tenho que lá dormir. Não me apetece gastar dinheiro num táxi. Se, formos para minha casa. Tens a opção de lá ficares a dormir ou depois ires embora...
Acabámos por ir para minha casa, dormimos juntos e esta manhã estavámos a tomar o pequeno almoço. O pequeno-almoço foi um copo de leite, acompanhado de pedaços de fruta: morangos, banana e abacaxi, com mel...
Fernando: - Foda-se, tive uma sensação de Dejá Vu...
Francisco: - Então!!!
Fernando: - Recuei ao antigo Egipto, onde eu era o Faraó e tu o chefe das Guardas...
Francisco: - Menos mal, não fui o escravo(ironizei), e fomos namorados?
Fernando: - Amantes...
Pensei para mim: - Claro, claro. Eu sou sempre a "puta" de serviço...
06 setembro 2010
Anedota - Carlos Paião "Cinderela"
Esta manhã, como é hábito desde que começei a trabalhar no call center. A primeira coisa, que eu faço é ir ao refeitório beber um café. Não funciono, se eu não tomar um café de manhã. Existem dias, até que um só café, nem chega...
Estava eu a tomar o meu café, quando surgiu o Fernando com um largo sorriso:
Fernando: - Bom Dia! Então que tal esse fim-de semana?
Francisco: - Curto, mas deu para descansar, e o teu?
Fernando: - Expectacular! Super fixe, mesmo...
Francisco: - Óptimo, e a festa do Avante?
Fernando: - Foi fixe, eu tinha-te dito que ía lá no Sábado à noite.
Francisco: - Creio que não, mas ouvi os comentários daqueles supervisores a mencionarem que também lá estavas...
Fernando: - Estás a querer dizer alguma coisa?
Francisco: - Eu nada, apenas não soube nada de ti este fim de semana...
Fernando: - Temos alguma coisa? Não gosto de cobranças...
Francisco: - Conheces esta anedota?
Bernardo: - Marta! Lá porque vamos casar, eu não vou mudar a minha vida. Certo?
Eu às 2ªfeiras, tenho jantar em casa dos meus pais; às 3ªfeiras, jantar de póker com os amigos; às 4ªfeiras, tenho jantar com os amigos da primária; às 5ªfeiras, jantar com o pessoal da faculdade; às 6ªfeiras é o dia de ir ao club beber um whisky; aos Sábados são os treinos de hipismo e aos Domingo, é o dia de estar em familia...
Marta: - Cá em casa, fode-se de Segunda a Domingo, e eu não vou mudar nada por ter casado contigo. Certo?
À pouco, recebi um sms do Fernado a perguntar se eu queria ir jantar com ele mais logo.
Estava eu a tomar o meu café, quando surgiu o Fernando com um largo sorriso:
Fernando: - Bom Dia! Então que tal esse fim-de semana?
Francisco: - Curto, mas deu para descansar, e o teu?
Fernando: - Expectacular! Super fixe, mesmo...
Francisco: - Óptimo, e a festa do Avante?
Fernando: - Foi fixe, eu tinha-te dito que ía lá no Sábado à noite.
Francisco: - Creio que não, mas ouvi os comentários daqueles supervisores a mencionarem que também lá estavas...
Fernando: - Estás a querer dizer alguma coisa?
Francisco: - Eu nada, apenas não soube nada de ti este fim de semana...
Fernando: - Temos alguma coisa? Não gosto de cobranças...
Francisco: - Conheces esta anedota?
Bernardo: - Marta! Lá porque vamos casar, eu não vou mudar a minha vida. Certo?
Eu às 2ªfeiras, tenho jantar em casa dos meus pais; às 3ªfeiras, jantar de póker com os amigos; às 4ªfeiras, tenho jantar com os amigos da primária; às 5ªfeiras, jantar com o pessoal da faculdade; às 6ªfeiras é o dia de ir ao club beber um whisky; aos Sábados são os treinos de hipismo e aos Domingo, é o dia de estar em familia...
Marta: - Cá em casa, fode-se de Segunda a Domingo, e eu não vou mudar nada por ter casado contigo. Certo?
À pouco, recebi um sms do Fernado a perguntar se eu queria ir jantar com ele mais logo.
04 setembro 2010
Opiniões - Lara Fabian "Meu Grande Amor"...
Na Sexta-feira de manhã, cruzei-me no call center com o Fernando por diversas vezes. Trocámos apenas um bom dia, um olá, como estás e um até logo...
Tive que sair a correr do trabalho, para chegar a tempo ao lar. É dia da carrinha ir ao Banco Alimentar (depois faço um post).
Quando regressei ao lar, estava a maior confusão. No lar existem duas modalidades: uma é para pessoas internadas, a outra é que o lar funciona como um centro de dia...
O Tiago, é um rapaz que frequenta o centro de dia(à noite vai dormir a casa dele). O moço têm 35 anos de idade, mas de mentalidade deve rondar os 12/13 anos. É muito bem parecido, mas infelizmente uma queda do sofá abaixo, deixou-lhe maselas para o resto da vida.
A sra d. Joana, é uma senhora muito elegante e muito bem vestida. Deve ter os seus 55/60 anos(não se pergunta a idade a uma senhora), mas que infelizmente a doença de alzeimer "bateu-lhe à porta" muito cedo(perto do 40 anos). A senhora lê o jornal ou revista de há mais de dois meses e pensa que está a lêr o jornal do dia...
O Tiago pediu uma reunião com o Jorge, para lhe pedir autorização para poder namorar com a sra d. Joana. Só que a Joana é tia do Jorge, e este não achou muita piada e resolveu explusar o Tiago do lar. Sendo, que os pais do Tiago não tem possibilidades de o colocarem noutro lugar...
Nos particulares, resovi falar com o Jorge e pedir-lhe para "cair" à terra. Afinal, ambos estavam "controlados", que o miudo estava com as melhores intenções e que ambos tinham necessidades afectivas...
Jorge: - Ouve Francisco! A tua opinião vale o que vale, ou seja, nada... Entendes o que quero dizer? És voluntário aqui, por causa da Flôr. Nunca te esqueças disso. Fui claro?...
Fiquei "puto" da vida. Áo sair do lar, só pensava em ligar à Inês e à Flôr. Mas, dizer o quê? Como contar a minha conversa com o Jorge e porque motivo é que eu tinha que me meter naquele assunto? Acabei por não ligar, mas ligou-me o Fernando...
Fernando: - Tenho saudades tuas. Queres ir jantar?
Francisco: - Sim, eu vou ao take-away perto da minha casa. Queres vir jantar lá a casa?
Jantámos uma fabulosa carne à alentejana. Bebemos um bom vinho e acabámos por dormir juntos. Foi bom adormecer agarrado a alguém. Já sentia a falta de adormecer acompanhado...
Hoje de manhã, tomámos o pequeno-almoço juntos e pensava eu que iriamos para a praia, quando o rapaz me diz:
Fernando: - Francisco, gostava muito de ir para a praia. Mas, tenho que ir para o ginásio, e depois, vou para Évora jantar com a minha irmã, cunhado e sobrinhos...
Encontramo-nos no Domingo à noite ou na Segunda-feira de manhã...
Tive que sair a correr do trabalho, para chegar a tempo ao lar. É dia da carrinha ir ao Banco Alimentar (depois faço um post).
Quando regressei ao lar, estava a maior confusão. No lar existem duas modalidades: uma é para pessoas internadas, a outra é que o lar funciona como um centro de dia...
O Tiago, é um rapaz que frequenta o centro de dia(à noite vai dormir a casa dele). O moço têm 35 anos de idade, mas de mentalidade deve rondar os 12/13 anos. É muito bem parecido, mas infelizmente uma queda do sofá abaixo, deixou-lhe maselas para o resto da vida.
A sra d. Joana, é uma senhora muito elegante e muito bem vestida. Deve ter os seus 55/60 anos(não se pergunta a idade a uma senhora), mas que infelizmente a doença de alzeimer "bateu-lhe à porta" muito cedo(perto do 40 anos). A senhora lê o jornal ou revista de há mais de dois meses e pensa que está a lêr o jornal do dia...
O Tiago pediu uma reunião com o Jorge, para lhe pedir autorização para poder namorar com a sra d. Joana. Só que a Joana é tia do Jorge, e este não achou muita piada e resolveu explusar o Tiago do lar. Sendo, que os pais do Tiago não tem possibilidades de o colocarem noutro lugar...
Nos particulares, resovi falar com o Jorge e pedir-lhe para "cair" à terra. Afinal, ambos estavam "controlados", que o miudo estava com as melhores intenções e que ambos tinham necessidades afectivas...
Jorge: - Ouve Francisco! A tua opinião vale o que vale, ou seja, nada... Entendes o que quero dizer? És voluntário aqui, por causa da Flôr. Nunca te esqueças disso. Fui claro?...
Fiquei "puto" da vida. Áo sair do lar, só pensava em ligar à Inês e à Flôr. Mas, dizer o quê? Como contar a minha conversa com o Jorge e porque motivo é que eu tinha que me meter naquele assunto? Acabei por não ligar, mas ligou-me o Fernando...
Fernando: - Tenho saudades tuas. Queres ir jantar?
Francisco: - Sim, eu vou ao take-away perto da minha casa. Queres vir jantar lá a casa?
Jantámos uma fabulosa carne à alentejana. Bebemos um bom vinho e acabámos por dormir juntos. Foi bom adormecer agarrado a alguém. Já sentia a falta de adormecer acompanhado...
Hoje de manhã, tomámos o pequeno-almoço juntos e pensava eu que iriamos para a praia, quando o rapaz me diz:
Fernando: - Francisco, gostava muito de ir para a praia. Mas, tenho que ir para o ginásio, e depois, vou para Évora jantar com a minha irmã, cunhado e sobrinhos...
Encontramo-nos no Domingo à noite ou na Segunda-feira de manhã...
02 setembro 2010
Fernando - Beyoncé "Halo"
Esta manhã, conforme o combinado, lá fui eu mais cedo para tomar com o Fernando. Enquanto ía para o call center, passavam-me N coisas pela cabeça.Será que ele iria aparecer? Estaria sozinho ou acompanhado? De onde me conheceria...
Assim que cheguei, lá estava ele na porta principal a fumar o seu cigarro.
Fernando: - Isso é que é pontualidade.
Francisco: - Bom dia para ti. Eu sou pontual. Lol
Fernando: - Eu sei, tenho reparado nisso...
Durante o pequeno almoço, fiquei a saber que é supervisor de duas campanhas e que também faz o controlo de qualidade, ou seja, é um dos que ouve as chamadas e que durante a minha formação, foi ele que se fez passar por cliente, durante minha simulação telefónica...
Fiquei a saber que fui o único formando das últimas formações, que lhe consegui vender o produto. Pela minha originalidade. Lol
Tinhamos de simular uma chamada telefónica, onde nós éramos uma empresa de gelados e o cliente um esquimó. Podiamos dar "asas" à nossa imaginação...
Recordo que lhe apresentei a empresa, o produto (gelado) e que lhe despertei a curiosidade devido à minha voz(Empatia). Mas, que a minha originalidade na resposta o deixou com mais curiosidade de saber, quem eu era...
Às tantas, ele interrompe-me e pergunta-me. Qual o sabor do gelado?
Eu muito rápido respondi a sardinha, para o caso do dia da pesca ter sido um fracasso, ele sempre poderia chegar a casa e ter o sabor da sardinha, num gelado a empresa X...
Depois, ele começou a fazer as perguntas de interregotário: Onde moras?, com quem?, que gostas de fazer nos teus tempos livres?...
Francisco: - Tanta pergunta? És da policia? Se souberes tudo numa só manhã, que te motivará a marcar um novo pequeno almoço?
Fernando: - Desculpa! Posso te convidar para almoçar?
Francisco: - Que estranho! Ontem quase que me ofereces porrada, e agora queres me conhecer?
Fernando: - Desculpa, pensei que fosses como os outros que adoram ver os caralhos dos outros. Detesto bichas...
Francisco: - Ah sim! Se achas que eu sou assim tão fácil, procura-me se quiseres...
Despedimo-nos com um até já. Perto das 11h30m, recebo um sms de um número que não conheço, abro a mensagem e leio:
- Estou cheio de saudades tuas, não me perguntes nada. Desculpa, não vou conseguir ir almoçar contigo. Mas prometo que te compensarei mais logo se quiseres...
Como descobriu o meu número? Hello! Ele é supervisor e tem acesso à nossa ficha de funcionário...
Só respondi com um simples: Ok
Ao final da tarde, como não tinha nada para fazer e como já me habituei a fazer as coisas sozinho. Não vale a pena, estar à espera de alguém para nos fazer companhia...
A vida já me ensinou que se não fizer naquele momento, possivelmente já não terei a possibilidade de o fazer...
Assim, fui ao cinema, fui ver o "Salt" com a angelina jolie. Filme à americanos mesmo. James Bond em versão feminina...
Ás 21h30m, o Fernando ligou-me:
Fernando: - Olá! Por onde andas?
Francisco: - Por casa...(porque será que a primeira pergunta é onde estás? E, não como estás?)...
Fernando: - Queres ir jantar ou ir beber um café lá a casa?
Francisco: - Já jantei, não tenho carro e por norma não vou beber café a casa de estranhos na primeira noite...
Fernando: - Desculpa, qual o problema de ir a casa?
Francisco: Porque podes ter uma banheira com gelo...
Eu nunca fui muito de acreditar em mitos urbanos. Pessoas que são raptadas e que depois aparecem dois dias depois. Estas coisas, só acontecem ao amigo do amigo de um primo de fulano X.
Mas, eu já ouvi histórias na primeira pessoa, de assaltos, de tareia, de violação(onde a pessoa iria só foder com outra pessoa e que depois aparece mais gente para a festa).
Não é que eu fosse assaltado, raptado ou violado. Mas, para uma queca fácil, basta ir a uma sauna ou labyrinto...
E, não é isso que eu procuro ou quero neste momento...
Assim que cheguei, lá estava ele na porta principal a fumar o seu cigarro.
Fernando: - Isso é que é pontualidade.
Francisco: - Bom dia para ti. Eu sou pontual. Lol
Fernando: - Eu sei, tenho reparado nisso...
Durante o pequeno almoço, fiquei a saber que é supervisor de duas campanhas e que também faz o controlo de qualidade, ou seja, é um dos que ouve as chamadas e que durante a minha formação, foi ele que se fez passar por cliente, durante minha simulação telefónica...
Fiquei a saber que fui o único formando das últimas formações, que lhe consegui vender o produto. Pela minha originalidade. Lol
Tinhamos de simular uma chamada telefónica, onde nós éramos uma empresa de gelados e o cliente um esquimó. Podiamos dar "asas" à nossa imaginação...
Recordo que lhe apresentei a empresa, o produto (gelado) e que lhe despertei a curiosidade devido à minha voz(Empatia). Mas, que a minha originalidade na resposta o deixou com mais curiosidade de saber, quem eu era...
Às tantas, ele interrompe-me e pergunta-me. Qual o sabor do gelado?
Eu muito rápido respondi a sardinha, para o caso do dia da pesca ter sido um fracasso, ele sempre poderia chegar a casa e ter o sabor da sardinha, num gelado a empresa X...
Depois, ele começou a fazer as perguntas de interregotário: Onde moras?, com quem?, que gostas de fazer nos teus tempos livres?...
Francisco: - Tanta pergunta? És da policia? Se souberes tudo numa só manhã, que te motivará a marcar um novo pequeno almoço?
Fernando: - Desculpa! Posso te convidar para almoçar?
Francisco: - Que estranho! Ontem quase que me ofereces porrada, e agora queres me conhecer?
Fernando: - Desculpa, pensei que fosses como os outros que adoram ver os caralhos dos outros. Detesto bichas...
Francisco: - Ah sim! Se achas que eu sou assim tão fácil, procura-me se quiseres...
Despedimo-nos com um até já. Perto das 11h30m, recebo um sms de um número que não conheço, abro a mensagem e leio:
- Estou cheio de saudades tuas, não me perguntes nada. Desculpa, não vou conseguir ir almoçar contigo. Mas prometo que te compensarei mais logo se quiseres...
Como descobriu o meu número? Hello! Ele é supervisor e tem acesso à nossa ficha de funcionário...
Só respondi com um simples: Ok
Ao final da tarde, como não tinha nada para fazer e como já me habituei a fazer as coisas sozinho. Não vale a pena, estar à espera de alguém para nos fazer companhia...
A vida já me ensinou que se não fizer naquele momento, possivelmente já não terei a possibilidade de o fazer...
Assim, fui ao cinema, fui ver o "Salt" com a angelina jolie. Filme à americanos mesmo. James Bond em versão feminina...
Ás 21h30m, o Fernando ligou-me:
Fernando: - Olá! Por onde andas?
Francisco: - Por casa...(porque será que a primeira pergunta é onde estás? E, não como estás?)...
Fernando: - Queres ir jantar ou ir beber um café lá a casa?
Francisco: - Já jantei, não tenho carro e por norma não vou beber café a casa de estranhos na primeira noite...
Fernando: - Desculpa, qual o problema de ir a casa?
Francisco: Porque podes ter uma banheira com gelo...
Eu nunca fui muito de acreditar em mitos urbanos. Pessoas que são raptadas e que depois aparecem dois dias depois. Estas coisas, só acontecem ao amigo do amigo de um primo de fulano X.
Mas, eu já ouvi histórias na primeira pessoa, de assaltos, de tareia, de violação(onde a pessoa iria só foder com outra pessoa e que depois aparece mais gente para a festa).
Não é que eu fosse assaltado, raptado ou violado. Mas, para uma queca fácil, basta ir a uma sauna ou labyrinto...
E, não é isso que eu procuro ou quero neste momento...
01 setembro 2010
Fernando - Maria José Valério "Sporting"
Ando com uma vida super agitada. Lá vou arranjando tempo, para ter mais horas de trabalho, ter tempo para ir fazer voluntariado e, ainda ter tempo para combinar um café com os moços que vou falando no "gaydar".
A minha "Gestão do Tempo", lá vai funcionando...
Para já, a minha pontualidade e a minha assuididade estão no máximo. Depois do trabalho, por vezes, ainda vou arranjando mais algum tempo para dedicar no lar e com isso ir "queimando o meu karma". Adoro, ouvir as histórias e é uma pena, não poder ter mais horas disponiveis. Mas, o voluntariado não é pago e eu ainda não consigo viver do ar...
Quanto aos gajos, já vão em 8. Que puta...(É, o que qualquer um deve pensar ao ler este paragrafo).
Ainda bem que eu não vivo no país, onde o seu presidente garantiu não haver homossexuais. Claro, a puta vive em Lisboa...
Estou a brincar(ler o blog do Pinguim)...
Apenas posso lamentar o triste fim dessa senhora, mas como eu acredito em Deus, creio que a senhora irá ter entrada no paraiso...
Já disse alguém, faz muitos anos... " Que atire a primeira pedra, quem não tiver conhecido o pecado"...
Sim, já são 8 os gajos do momento...
- Raul já é passado, só trocamos umas frases no msn;
- Rui, foi apenas um café, mentiu na idade... Temos pena;
- João é isso mesmo, foi uma boa queca;
- Jorge, foi uma queca do momento e não é mais nada do que isso;
- Pedro, foi um tipo que fui conhecer na semana passada e é passado;
- Paulo, trabalha perto do meu local de trabalho e foi mais um exercicio...
- Zé, ontem fui beber café com e ele e também não passou do café; e,
O Fernando. Este bacano é um supervisor que trabalha lá no "call center". É supervisor numa outra campanha. Desde o primeiro dia que fui ao bar, ele estava lá a beber o seu café. Houve uma troca de olhares, nada mais do que isso.
Sempre trocámos olhares, mas como ele tem 1,86cm. Olhos verdes, careca, corpo musculado de Adónis, mesmo. Um braço dele, faz uma perna minha e nem se nota uma gordurinha...
Ao final de dois dias, lá surgiu o primeiro "Bom Dia", mas mais nada do que isso. Pois, ele está sempre acompanhado de gajas ou de gajos com os corpos idênticos...
Pensei para comigo: - "Esquece Francisco. É demasiado areia para a tua transportadora".
Esta manhã, no intervalo fui à casa de banho. Não havia ninguém na casa de banho e aproveitei para ir mijar no urinol(trabalho é trabalho e conhaque é conhaque). Não faço engates nas casas de banho da empresas onde trabalho.
De repente, entra o moço, despe as calças(ainda não percebi, porque os gaijos abrem as calças todas para mijarem. Devem ter o coiso muito grande, só pode...). Colocou-se ao meu lado e vi até a cor das cuecas. Verdes...
Pegou no pau para mijar, enquanto mijava, massajava o pau e olhava para mim e para o meu...
Sorri e e ele disse: - Ouve lá ao bacano, achas que eu sou do teu club?
O rosto dele estava sério, aquele corpo todo, aquela voz. Pensei que era ali que levava um tareão. Um gajo daqueles que me faz lembrar os packs das cervejas, um daqueles cabides para colocar lá em casa(fica sempre bem, em qualquer espacito), nada mais do que isso. Os gajos musculados são todos iguais e mal conseguem expressar as expressões do pescoço, devido ao excesso de musculo no pescoço. Ao falar, nem se notava a expressão dos lábios. Respondi:
Francisco: - Eu sou do Sporting, e nem sequer estou articulado, nem configurado para esses mecanismos...
Quando ia a sair da casa de banho, só oiço ele a dizer:
- Sou o Fernando, amanhã, queres tomar o pequeno almoço comigo? Francisco!
Francisco: - Como sabes o meu nome?
Fernando: - Aparece, caso contrário, you never know...
A minha "Gestão do Tempo", lá vai funcionando...
Para já, a minha pontualidade e a minha assuididade estão no máximo. Depois do trabalho, por vezes, ainda vou arranjando mais algum tempo para dedicar no lar e com isso ir "queimando o meu karma". Adoro, ouvir as histórias e é uma pena, não poder ter mais horas disponiveis. Mas, o voluntariado não é pago e eu ainda não consigo viver do ar...
Quanto aos gajos, já vão em 8. Que puta...(É, o que qualquer um deve pensar ao ler este paragrafo).
Ainda bem que eu não vivo no país, onde o seu presidente garantiu não haver homossexuais. Claro, a puta vive em Lisboa...
Estou a brincar(ler o blog do Pinguim)...
Apenas posso lamentar o triste fim dessa senhora, mas como eu acredito em Deus, creio que a senhora irá ter entrada no paraiso...
Já disse alguém, faz muitos anos... " Que atire a primeira pedra, quem não tiver conhecido o pecado"...
Sim, já são 8 os gajos do momento...
- Raul já é passado, só trocamos umas frases no msn;
- Rui, foi apenas um café, mentiu na idade... Temos pena;
- João é isso mesmo, foi uma boa queca;
- Jorge, foi uma queca do momento e não é mais nada do que isso;
- Pedro, foi um tipo que fui conhecer na semana passada e é passado;
- Paulo, trabalha perto do meu local de trabalho e foi mais um exercicio...
- Zé, ontem fui beber café com e ele e também não passou do café; e,
O Fernando. Este bacano é um supervisor que trabalha lá no "call center". É supervisor numa outra campanha. Desde o primeiro dia que fui ao bar, ele estava lá a beber o seu café. Houve uma troca de olhares, nada mais do que isso.
Sempre trocámos olhares, mas como ele tem 1,86cm. Olhos verdes, careca, corpo musculado de Adónis, mesmo. Um braço dele, faz uma perna minha e nem se nota uma gordurinha...
Ao final de dois dias, lá surgiu o primeiro "Bom Dia", mas mais nada do que isso. Pois, ele está sempre acompanhado de gajas ou de gajos com os corpos idênticos...
Pensei para comigo: - "Esquece Francisco. É demasiado areia para a tua transportadora".
Esta manhã, no intervalo fui à casa de banho. Não havia ninguém na casa de banho e aproveitei para ir mijar no urinol(trabalho é trabalho e conhaque é conhaque). Não faço engates nas casas de banho da empresas onde trabalho.
De repente, entra o moço, despe as calças(ainda não percebi, porque os gaijos abrem as calças todas para mijarem. Devem ter o coiso muito grande, só pode...). Colocou-se ao meu lado e vi até a cor das cuecas. Verdes...
Pegou no pau para mijar, enquanto mijava, massajava o pau e olhava para mim e para o meu...
Sorri e e ele disse: - Ouve lá ao bacano, achas que eu sou do teu club?
O rosto dele estava sério, aquele corpo todo, aquela voz. Pensei que era ali que levava um tareão. Um gajo daqueles que me faz lembrar os packs das cervejas, um daqueles cabides para colocar lá em casa(fica sempre bem, em qualquer espacito), nada mais do que isso. Os gajos musculados são todos iguais e mal conseguem expressar as expressões do pescoço, devido ao excesso de musculo no pescoço. Ao falar, nem se notava a expressão dos lábios. Respondi:
Francisco: - Eu sou do Sporting, e nem sequer estou articulado, nem configurado para esses mecanismos...
Quando ia a sair da casa de banho, só oiço ele a dizer:
- Sou o Fernando, amanhã, queres tomar o pequeno almoço comigo? Francisco!
Francisco: - Como sabes o meu nome?
Fernando: - Aparece, caso contrário, you never know...
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