Ex-Relações
Ex?! Já contribui para esse peditório...
Só voltei uma vez para uma ex-relação e foram os meus piores seis meses da minha vida. Erros?! Só os cometo uma vez na vida...
Já aqui referi, que sou amigo de todos os meus EX´S... Sou um querido... Até me sinto tentado em fazer um jantar de Natal com todos eles... Deveria ser lindo... Animado?! Com toda a certeza...
Já dizia a minha avó e as nossas avós: "Devemos partilhar os brinquedos que já não usamos." lololololololololol
Repetir com um ex, é quase que voltar a comprar um carro que já foi nosso no passado. Só que agora, volta com o/s mesmo/s defeito/s... Com a particularidade de voltar, também com mais rodagem... LOLOLOLOL
Já dizia a minha avó: "Se à primeira não dá certo... Quem sabe à centésima..."
Há pessoas que adoram persistir no mesmo erro... lolololololol
Um amor entre um Deus do Olimpo e um terreste, onde esse Deus caiu e resolveu contar as suas histórias enquanto viveu no meio dos humanos...
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12 novembro 2013
24 setembro 2011
Fernando - Isabel Pantoja "Asi fue "
SMS do Fernando.
"Só me dá negas, não vale a pena continuar a procurar-te. Vou deixar-te em paz..."
Finalmente conseguiste perceber, que já não estou para aí virado.
TEMOS PENA...
"Só me dá negas, não vale a pena continuar a procurar-te. Vou deixar-te em paz..."
Finalmente conseguiste perceber, que já não estou para aí virado.
TEMOS PENA...
09 agosto 2010
Aniversário do Ruben - MONICA NARANJO "EMPIEZO A RECORDARTE"
Hoje de manhã, eu acordei com uma ansiedade e uma vontade louca de enviar uma mensagem a desejar os parabéns. O meu coração dizia que sim, que eu deveria seguir a minha intuição, emoções e dizer tudo o que queria ao homem que eu amava. O meu cérebro, por sua vez, dizia para eu estar sossegado. Pois o lado racional deve ser sempre o último a ser ouvido. E como diz o ditado: "Depois da palavra dita e da pedra atirada..."
Acedi, e o meu cérebro acabou por ganhar...
O dia custou-me tanto a passar. A cada minuto/hora só me apetecia enviar a porcaria do sms. Envio/Não envio!? Acabei por não enviar nenhuma mensagem. Mas a minha vontade era tanta e dizer que estava vivo, louco de saber como ele estava e o que pensava e se sentia a minha falta...
Realmente, a paixão é tramada. Sentimos que quando não sabemos nada da pessoa em questão. Os nosso pensamentos vão sempre para o lado pior, que a pessoa possa ter tido um acidente, morrido, possa estar no hospital...
No final do dia, vou no carro e começo a pensar onde ir a esta hora? Ainda é de dia. Posso ir até à mata na zona industrial de Coina; estou na margem sul, mesmo...
Não me apetece e decido vir para Lisboa, em cima da ponte 25 de Abril, tenho duas opções: - Cidade Universitária ou ir até ao Estádio Nacional.
Decido-me pelo estádio. Ao lá chegar, vejo uma carrinha cinzenta. Uhmmm...
Pode ser o Ruben e não é que é ele mesmo...
Francisco: - Boas, por aqui?
Ruben: - Olá! Desculpa, sei que não deveria andar por aqui, mas entra...
Saí do meu carro, fomos para os bancos de trás da carrinha dele. Na rua, estava um calor do caneco. O ar condicionado faz milagres...
Beijámo-nos, as roupas foram saindo do nosso corpo. A nossa pele ao tocar uma na outra, voltámos a suar como nas vezes anteriores. Não podiamos negar a química que existe entre nós. Temos uma envolvência e uma cumplicidade no toque da nossa pele, das nossas mãos, do nosso beijo...
Ruben: - Como estás?
Francisco: - Bem, estou a pensar em mudar de emprego. Deixar tudo aqui e emigrar...
Ruben: - Tens alguém?
Francisco: - Sim, conheci um canadiano, que vive em Paris. E tu como estás?
Ruben: - Na mesma, desde daquela noite. Que a minha vida se tornou num inferno. Já não tens 15 anos, não podes perder o comboio da vida...
Francisco: - Encontrei-te e perdi-te... Que mais posso perder?
Ruben: - Sabes que eu tenho uma depressão e que ainda não recuperei. Podes não acreditar, eu venho a estes lugares, aqui em baixo(aponta para a pila), isto não cresce, mas contigo...
Francisco: - Sim, eu recordo-me dessa noite. Quando abriste a gaveta do teu armário, reparei na quantidade de comprimidos e confesso que reconheci alguns. Tranquilo, afinal, hoje é o teu aniversário e quero deixar-te uma noite memorável...
Ruben: - Tonto... Já me deste uma bela prenda(beijou-me na testa e depois na boca).
Francisco: Jamais saberás, o que eu te daria e faria, se um dia fosses o meu namorado. Mas, para teres uma ideia, deixa-me ir ao buscar uma coisa para ti...
No final, entrego-lhe um cd com estas músicas:
- IL DIVO "HASTA MI FINAL";
- Shania Twain "You've Got A Way";
- Mónica Naranjo "No voy a llorar";
- Lara Fabian "Je suis Malade";
- Celine Dion "Je ne vous oublie pas";
- Helena Paparizou "Mambo";
- ROXETTE "UN DIA SIN TI"(SPENDING MY TIME);
- Shakira " La Tortura";
- Barbra Streisand "MEMORY";
- Kaoma "Lambada"; e,
- The Last of the Mohicans...
A caminho de casa, recebo um sms do Ruben:
- il divo - hoy que ya no estas aqui
As lágrimas começam a cair-me pela cara abaixo. Menti ao Ruben, ao dizer-lhe que estava a pensar emigrar e que ía viver com o Sebas(Sebastian). Mas a realidade é que o Sebas "já foi chão que deu uvas..."
Acedi, e o meu cérebro acabou por ganhar...
O dia custou-me tanto a passar. A cada minuto/hora só me apetecia enviar a porcaria do sms. Envio/Não envio!? Acabei por não enviar nenhuma mensagem. Mas a minha vontade era tanta e dizer que estava vivo, louco de saber como ele estava e o que pensava e se sentia a minha falta...
Realmente, a paixão é tramada. Sentimos que quando não sabemos nada da pessoa em questão. Os nosso pensamentos vão sempre para o lado pior, que a pessoa possa ter tido um acidente, morrido, possa estar no hospital...
No final do dia, vou no carro e começo a pensar onde ir a esta hora? Ainda é de dia. Posso ir até à mata na zona industrial de Coina; estou na margem sul, mesmo...
Não me apetece e decido vir para Lisboa, em cima da ponte 25 de Abril, tenho duas opções: - Cidade Universitária ou ir até ao Estádio Nacional.
Decido-me pelo estádio. Ao lá chegar, vejo uma carrinha cinzenta. Uhmmm...
Pode ser o Ruben e não é que é ele mesmo...
Francisco: - Boas, por aqui?
Ruben: - Olá! Desculpa, sei que não deveria andar por aqui, mas entra...
Saí do meu carro, fomos para os bancos de trás da carrinha dele. Na rua, estava um calor do caneco. O ar condicionado faz milagres...
Beijámo-nos, as roupas foram saindo do nosso corpo. A nossa pele ao tocar uma na outra, voltámos a suar como nas vezes anteriores. Não podiamos negar a química que existe entre nós. Temos uma envolvência e uma cumplicidade no toque da nossa pele, das nossas mãos, do nosso beijo...
Ruben: - Como estás?
Francisco: - Bem, estou a pensar em mudar de emprego. Deixar tudo aqui e emigrar...
Ruben: - Tens alguém?
Francisco: - Sim, conheci um canadiano, que vive em Paris. E tu como estás?
Ruben: - Na mesma, desde daquela noite. Que a minha vida se tornou num inferno. Já não tens 15 anos, não podes perder o comboio da vida...
Francisco: - Encontrei-te e perdi-te... Que mais posso perder?
Ruben: - Sabes que eu tenho uma depressão e que ainda não recuperei. Podes não acreditar, eu venho a estes lugares, aqui em baixo(aponta para a pila), isto não cresce, mas contigo...
Francisco: - Sim, eu recordo-me dessa noite. Quando abriste a gaveta do teu armário, reparei na quantidade de comprimidos e confesso que reconheci alguns. Tranquilo, afinal, hoje é o teu aniversário e quero deixar-te uma noite memorável...
Ruben: - Tonto... Já me deste uma bela prenda(beijou-me na testa e depois na boca).
Francisco: Jamais saberás, o que eu te daria e faria, se um dia fosses o meu namorado. Mas, para teres uma ideia, deixa-me ir ao buscar uma coisa para ti...
No final, entrego-lhe um cd com estas músicas:
- IL DIVO "HASTA MI FINAL";
- Shania Twain "You've Got A Way";
- Mónica Naranjo "No voy a llorar";
- Lara Fabian "Je suis Malade";
- Celine Dion "Je ne vous oublie pas";
- Helena Paparizou "Mambo";
- ROXETTE "UN DIA SIN TI"(SPENDING MY TIME);
- Shakira " La Tortura";
- Barbra Streisand "MEMORY";
- Kaoma "Lambada"; e,
- The Last of the Mohicans...
A caminho de casa, recebo um sms do Ruben:
- il divo - hoy que ya no estas aqui
As lágrimas começam a cair-me pela cara abaixo. Menti ao Ruben, ao dizer-lhe que estava a pensar emigrar e que ía viver com o Sebas(Sebastian). Mas a realidade é que o Sebas "já foi chão que deu uvas..."
02 agosto 2010
"Listen to your heart" - Roxette
A bem dizer, é melhor não se viver nos "Se´s" e muito menos esperar que alguém tenha as mesmas atitudes que nós tivemos e/ou que façam o mesmo que nós fizemos no passado.
Ena, ena.. Tantos baldes de água fria, que eu já apanhei...
Depois de ter dito que preferia ter ido para Londres ou Paris, o Sandro acalmou durante algum tempo as suas conversas em relação aos seus ex-namorados.
Houve ali uma pausa e a normalidade voltou a estar presente, mas quando havia uma reunião fora de horas, lá vinha ao meu pensamento (todas as porcarias de ele poder estar com alguém) àquelas sensações e mais algumas, que todos nós temos. Digo eu...
No ano que fizemos 5 anos, ganhei uma viagem através da empresa, onde trabalhava.
O departamento onde trabalhava atingiu um nível de vendas de 250% acima do objectivo estipulado. Muito bom, mesmo...
Todos os comerciais ganharam uma viagem de 8 dias para o Brasil (São Salvador da Baia); quando cheguei a casa, contei ao rapaz:
Francisco: - Ganhei uma viagem a S. Salvador da Baia.
Sandro: - Sério, que fixe. Estava a pensar em este ano irmos ao Brasil, mas seria porreiro fazermos um "tour" por algumas cidades do Brasil e não só São Salvador da Baia. Mas tu é que sabes...
Durante uma semana, a conversa rondava sempre se eu ía ao Brasil e que ele já tinha outros planos para as nossas férias e que não queria estar 8 dias em SSB seguidos, porque depois não haveria nada para fazer. Desculpas que se inventam quando não se quer ir ou fazer...
Mais tarde, a Teresa, que era uma colega de departamento ao ver que eu possivelmente não iria à viagem. Ela falou com toda a hierarquia da empresa na possibilidade de levar o namorado no meu lugar (Ela sabia que eu venderia a minha viagem mais barata e assim, poderia levar o namorado)e foi o que acabou por acontecer.
Quis o destino que duas semanas antes da viagem, eu ía almoçar com os meus colegas de trabalho, piso uma casca de banana e vou ao chão...
Resultado: - O braço esquerdo partido...
No hospital, colocam-me gesso no braço e os médicos falam na possibilidade de ser operado. Tive sorte e não foi preciso ser operado.
Ao final do dia, quando chego a casa, com o braço ao peito:
Sandro: - Estás bem?
Francisco: - Sim, doi-me um pouco. Mas nada de especial. Com o calor é que vai ser pior, a ligadura aqui por dentro do gesso é que me irá fazer muita comichão.
Sandro: - Sabes que eu ando super cansado e que preciso de férias. Já marquei com a Joana irmos para o Peru. Vamos para a semana e vamos por 19 dias.
Francisco: - Desculpa!!!
Sandro: - Lá porque estás de baixa, não estás à espera que eu vá ficar em casa contigo? Vai para casa dos teus pais...
Na semana do Sandro ir para o Peru, um dia chego a casa mais cedo e encontro-o a falar no msn com um gajo, cujo nome terminava em "avantajado". O Sandro fica embaraçado e fecha a "janela" do computador, e :
Francisco: - Quem é esse avantajado?
Sandro: - É a Joana, ela colocou esse nome para entrar nos sites gays. Sabes que ela delira com estas coisas...
Francisco: - Achas-me com cara de otário? Quem é esse?
o Sandro saiu para a varanda a dizer que eu sou sempre a mesma coisa. Desconfiado, inseguro, que não acredito em nada do que ele afirma. Eu vou tomar um banho com os sais minerais que trouxemos do "Mar Morto", quando fomos há Jordânia.
Nessa noite, na cama, voltei à carga:
Francisco: - Quem é o Avantajado?
Sandro: - Já te disse que é a Joana...
Francisco: - Pensa bem, olha que podes a estar a perder algo muito importante. Ele entra e eu saio. Na boa e sem stresses...
Sandro: - VAI À MERDA...
Virou-se para o outro lado e dois dias depois estava a ir com a Joana para o Peru, e eu fui para casa dos meus pais. Tinha as chaves de casa, mas preferi ir para casa dos meus pais. Em cinco anos e meio, foi a primeira vez que discutimos e que o Sandro levantou a voz.
Como já diz o ditado " Não existem duas sem três" e " Um mal nunca vêm só". A minha vida deu uma volta de 180º em apenas semana e meia.
A minha mãe faleceu, dois dias depois a empresa onde eu trabalhava, entrou em Insolvência devido à má gestão de alguns admnistradores e no dia antes de o Sandro chegar a Portugal, ele enviou-me um sms: - Tens até às 22h, para tirar as coisas lá de casa. Está tudo acabado entre nós.
Ena, ena.. Tantos baldes de água fria, que eu já apanhei...
Depois de ter dito que preferia ter ido para Londres ou Paris, o Sandro acalmou durante algum tempo as suas conversas em relação aos seus ex-namorados.
Houve ali uma pausa e a normalidade voltou a estar presente, mas quando havia uma reunião fora de horas, lá vinha ao meu pensamento (todas as porcarias de ele poder estar com alguém) àquelas sensações e mais algumas, que todos nós temos. Digo eu...
No ano que fizemos 5 anos, ganhei uma viagem através da empresa, onde trabalhava.
O departamento onde trabalhava atingiu um nível de vendas de 250% acima do objectivo estipulado. Muito bom, mesmo...
Todos os comerciais ganharam uma viagem de 8 dias para o Brasil (São Salvador da Baia); quando cheguei a casa, contei ao rapaz:
Francisco: - Ganhei uma viagem a S. Salvador da Baia.
Sandro: - Sério, que fixe. Estava a pensar em este ano irmos ao Brasil, mas seria porreiro fazermos um "tour" por algumas cidades do Brasil e não só São Salvador da Baia. Mas tu é que sabes...
Durante uma semana, a conversa rondava sempre se eu ía ao Brasil e que ele já tinha outros planos para as nossas férias e que não queria estar 8 dias em SSB seguidos, porque depois não haveria nada para fazer. Desculpas que se inventam quando não se quer ir ou fazer...
Mais tarde, a Teresa, que era uma colega de departamento ao ver que eu possivelmente não iria à viagem. Ela falou com toda a hierarquia da empresa na possibilidade de levar o namorado no meu lugar (Ela sabia que eu venderia a minha viagem mais barata e assim, poderia levar o namorado)e foi o que acabou por acontecer.
Quis o destino que duas semanas antes da viagem, eu ía almoçar com os meus colegas de trabalho, piso uma casca de banana e vou ao chão...
Resultado: - O braço esquerdo partido...
No hospital, colocam-me gesso no braço e os médicos falam na possibilidade de ser operado. Tive sorte e não foi preciso ser operado.
Ao final do dia, quando chego a casa, com o braço ao peito:
Sandro: - Estás bem?
Francisco: - Sim, doi-me um pouco. Mas nada de especial. Com o calor é que vai ser pior, a ligadura aqui por dentro do gesso é que me irá fazer muita comichão.
Sandro: - Sabes que eu ando super cansado e que preciso de férias. Já marquei com a Joana irmos para o Peru. Vamos para a semana e vamos por 19 dias.
Francisco: - Desculpa!!!
Sandro: - Lá porque estás de baixa, não estás à espera que eu vá ficar em casa contigo? Vai para casa dos teus pais...
Na semana do Sandro ir para o Peru, um dia chego a casa mais cedo e encontro-o a falar no msn com um gajo, cujo nome terminava em "avantajado". O Sandro fica embaraçado e fecha a "janela" do computador, e :
Francisco: - Quem é esse avantajado?
Sandro: - É a Joana, ela colocou esse nome para entrar nos sites gays. Sabes que ela delira com estas coisas...
Francisco: - Achas-me com cara de otário? Quem é esse?
o Sandro saiu para a varanda a dizer que eu sou sempre a mesma coisa. Desconfiado, inseguro, que não acredito em nada do que ele afirma. Eu vou tomar um banho com os sais minerais que trouxemos do "Mar Morto", quando fomos há Jordânia.
Nessa noite, na cama, voltei à carga:
Francisco: - Quem é o Avantajado?
Sandro: - Já te disse que é a Joana...
Francisco: - Pensa bem, olha que podes a estar a perder algo muito importante. Ele entra e eu saio. Na boa e sem stresses...
Sandro: - VAI À MERDA...
Virou-se para o outro lado e dois dias depois estava a ir com a Joana para o Peru, e eu fui para casa dos meus pais. Tinha as chaves de casa, mas preferi ir para casa dos meus pais. Em cinco anos e meio, foi a primeira vez que discutimos e que o Sandro levantou a voz.
Como já diz o ditado " Não existem duas sem três" e " Um mal nunca vêm só". A minha vida deu uma volta de 180º em apenas semana e meia.
A minha mãe faleceu, dois dias depois a empresa onde eu trabalhava, entrou em Insolvência devido à má gestão de alguns admnistradores e no dia antes de o Sandro chegar a Portugal, ele enviou-me um sms: - Tens até às 22h, para tirar as coisas lá de casa. Está tudo acabado entre nós.
24 julho 2010
F.Miguel - Roxette - "It Must Have Been Love"
O meu primeiro namorado chama-se Francisco Miguel (ainda não morreu, porque ainda o vi na semana passada na festa da mensagem do 106) e a conversa não foi lá das mais simpáticas ao fim destes anos todos.
Eu conheci o F.Miguel no Bric à Bar (ainda sou do tempo da D. Alice/Maria como porteira)lol.
Na minha opinião, naquela altura era a discoteca com melhor musica e com os gajos mais masculinos.
O F.Miguel tinha na altura 26 anos e eu 25. Estávamos no Outono de 1995. O rapaz na altura tinha deixado a escola, tinha frequentado o 10º ou 11º ano. Nos dias de hoje, creio que não deveria ter mais do que a quarta-classe, mas isso é outra história.
No inicio, achei-lhe piada, mas nada de excepcional. Ele trabalhava numa companhia de seguros, mas para todos os amigos dele (gays) e inclusivé para os meus, ele dizia que era da familia dos donos de uma cadeia de lojas de roupa super conhecida.
Eu confesso que no inicio não dei muita importância a esse facto. Mas, como no meu grupo de amigos, ele era apenas isso, um novo amigo do Francisco e que aparecia de tempos em tempos, não dei muita relevância a esse factor.
O primeiro ano e meio de namoro, correu sem grande stress. Iamos ao cinema, Faziamos férias no algarve só nós os dois e por vezes com amigos dele que sabiam quem que ele trabalhava numa companhia de seguros.
Eu vivia em casa dos meus pais e ele em casa dos pais dele e mais tarde comprou casa própria e aí começou todo o stress e eu tive que por um ponto final na relação.
Decorria o ano de 1997, o F.MIGUEL decide comprar casa própria, sozinho e em São Domingos de Rana.
Tudo bem, até aqui...
Na inauguração da compra da casa, ele convidou os pais, tios, primos, irmãos/irmãs, os amigos gays e não gays e a minha pessoa (Sim, fui o último a ser convidado e todos sabiam que nós éramos namorados, pois o moço decidiu assumir-se aos sete ventos, por dar aquela palha...)
Pérolas durante o jantar:
"Sogro": - F.Miguel, nada colocares a casa em nome do Francisco. Ele pode vir morar contigo, mas tem de pagar metade das contas...
"Sogra": - Estou tão orgulhosa do meu filho, passámos meses à procura desta casa...
"Cunhada mais nova": - Bom, com a quantidade de fotocópias que tiraste dos livros para o Francisco, bem que ele com essas poupanças, pode comprar o candeeiro aqui para a sala...
"Amigo gay desempregado": - Não sabes se estão a precisar de algém na tua empresa?
"Cunhado mais velho": - Amigo gay (confesso que não me lembro do nome do rapaz), dá-me o teu C.V
"F.Miguel": - Eu arranjo mais depressa emprego a um amigo do que a um namorado.
Depois de ter ouvido todos com muita atenção, pensei o quanto fui idiota de ter permitido a que relação tivesse chegado onde chegou. O pior é que eu já me tinha apercebido disso, que aquela relação não me ia levar a lado nenhum. Ali estava a prova mais do que viva, disso mesmo. Mas alguém no seu perfeito juizo, sai de casa dos pais para ir viver para o fim do mundo com um amigo? A minha família naquela altura nem sonhava que eu era gay. Quanto mais eu dependente dos meus pais, com um ordenado de call center a partilhar as despesas com um amigo. Que coisa mais linda...
E 15 dias antes, o F.Miguel tinha ido jantar com o ex-namorado. Para azar o dele, é que o ex namorado contou à queca com quem andava na altura, só que a queca é amigo de um amigo, que por sua vez é ex de um amigo meu. Meia Lisboa já dormiu com a outra meia, sem sombras de dúvidas.
Na altura confrontei-o e a realidade é que estávamos a tentar recuperar alguma credibilidade e por vezes lá está o Universo a colocar as coisas no seu devido lugar.
Naquele dia, acabei com tudo, e depois eram só telefonemas a toda a hora e mensagens de voz a chorar. Por favor...
A ultima mensagem de voz, dizia: - Bem, dizia a minha mãe e irmã, que só andavas comigo por causa das fotocópias...
Conselho:
Não atirar coisas à cara do outro, coisas que foram feitas por amor e muito menos quando o outro nada pediu...
E muito menos, telefonar aos amigos do ex-namorado para lhes fazer um broche...
Eu conheci o F.Miguel no Bric à Bar (ainda sou do tempo da D. Alice/Maria como porteira)lol.
Na minha opinião, naquela altura era a discoteca com melhor musica e com os gajos mais masculinos.
O F.Miguel tinha na altura 26 anos e eu 25. Estávamos no Outono de 1995. O rapaz na altura tinha deixado a escola, tinha frequentado o 10º ou 11º ano. Nos dias de hoje, creio que não deveria ter mais do que a quarta-classe, mas isso é outra história.
No inicio, achei-lhe piada, mas nada de excepcional. Ele trabalhava numa companhia de seguros, mas para todos os amigos dele (gays) e inclusivé para os meus, ele dizia que era da familia dos donos de uma cadeia de lojas de roupa super conhecida.
Eu confesso que no inicio não dei muita importância a esse facto. Mas, como no meu grupo de amigos, ele era apenas isso, um novo amigo do Francisco e que aparecia de tempos em tempos, não dei muita relevância a esse factor.
O primeiro ano e meio de namoro, correu sem grande stress. Iamos ao cinema, Faziamos férias no algarve só nós os dois e por vezes com amigos dele que sabiam quem que ele trabalhava numa companhia de seguros.
Eu vivia em casa dos meus pais e ele em casa dos pais dele e mais tarde comprou casa própria e aí começou todo o stress e eu tive que por um ponto final na relação.
Decorria o ano de 1997, o F.MIGUEL decide comprar casa própria, sozinho e em São Domingos de Rana.
Tudo bem, até aqui...
Na inauguração da compra da casa, ele convidou os pais, tios, primos, irmãos/irmãs, os amigos gays e não gays e a minha pessoa (Sim, fui o último a ser convidado e todos sabiam que nós éramos namorados, pois o moço decidiu assumir-se aos sete ventos, por dar aquela palha...)
Pérolas durante o jantar:
"Sogro": - F.Miguel, nada colocares a casa em nome do Francisco. Ele pode vir morar contigo, mas tem de pagar metade das contas...
"Sogra": - Estou tão orgulhosa do meu filho, passámos meses à procura desta casa...
"Cunhada mais nova": - Bom, com a quantidade de fotocópias que tiraste dos livros para o Francisco, bem que ele com essas poupanças, pode comprar o candeeiro aqui para a sala...
"Amigo gay desempregado": - Não sabes se estão a precisar de algém na tua empresa?
"Cunhado mais velho": - Amigo gay (confesso que não me lembro do nome do rapaz), dá-me o teu C.V
"F.Miguel": - Eu arranjo mais depressa emprego a um amigo do que a um namorado.
Depois de ter ouvido todos com muita atenção, pensei o quanto fui idiota de ter permitido a que relação tivesse chegado onde chegou. O pior é que eu já me tinha apercebido disso, que aquela relação não me ia levar a lado nenhum. Ali estava a prova mais do que viva, disso mesmo. Mas alguém no seu perfeito juizo, sai de casa dos pais para ir viver para o fim do mundo com um amigo? A minha família naquela altura nem sonhava que eu era gay. Quanto mais eu dependente dos meus pais, com um ordenado de call center a partilhar as despesas com um amigo. Que coisa mais linda...
E 15 dias antes, o F.Miguel tinha ido jantar com o ex-namorado. Para azar o dele, é que o ex namorado contou à queca com quem andava na altura, só que a queca é amigo de um amigo, que por sua vez é ex de um amigo meu. Meia Lisboa já dormiu com a outra meia, sem sombras de dúvidas.
Na altura confrontei-o e a realidade é que estávamos a tentar recuperar alguma credibilidade e por vezes lá está o Universo a colocar as coisas no seu devido lugar.
Naquele dia, acabei com tudo, e depois eram só telefonemas a toda a hora e mensagens de voz a chorar. Por favor...
A ultima mensagem de voz, dizia: - Bem, dizia a minha mãe e irmã, que só andavas comigo por causa das fotocópias...
Conselho:
Não atirar coisas à cara do outro, coisas que foram feitas por amor e muito menos quando o outro nada pediu...
E muito menos, telefonar aos amigos do ex-namorado para lhes fazer um broche...
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