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16 janeiro 2012

Anjos - Kelly Family "An Angel"


Referi no passado que iria "tocar" os temas da Guerra Colonial e depois o lado esotérico. Como diz o meu seguidor Miguel, "Francisco! É sempre mais do mesmo..." De facto, não deixa de ser verdade, que daqui para a frente as histórias seriam muito idênticas àquelas que eu já aqui descrevi. Apenas mudando o nome, o lugar, o tamanho da casa, o número de filhos e empregados/criados...

Também referi que iria contar quais os dois "segredos" do meu pai durante a Guerra Colonial, creio que não seja muito difícil de descobrir... Como o prometido, é devido. Aqui fica os dois segredos, e agora a família conseguiu entender muita coisa...

O Meu pai era um jovem quando foi para a Guiné. Com ele levava as hormonas aos salto, como a grande maioria dos jovens. Logo, não seria de esperar muito, que numa noite de copos e com as hormonas no seu auge, que o meu pai, assim como muitos outros rapazes na mesma situação, procuram companhia feminina. Quer fosse a pagar ou não. Isso pouco importa para o caso...
A realidade é que o meu pai teve um "caso", e como filho de pai é irmão e não meio-irmão. Logo o filho mais velho do meu pai é negro, o que faz com que o número de irmãos tenha aumentado, sendo que o "cabeça de casal" passou a ser o Fernando.
Sim, fiquei a saber que o meu mano mais velho está a viver actualmente em Moçambique, chama-se Fernando(nome do meu pai) e que eu tenho mais 4 sobrinhos. Sou um TIO hiper RICO...

A segunda realidade, não tem qualquer piada. Creio que é algo que deve ser a coisa mais pesada de carregar na vida(pelo menos para alguns). O meu pai estava no mato e deparou-se no meio de uma emboscada. Tinha duas hipóteses: Matar ou ser Morto(posso escrever matado, como aparece em algumas legendas de filmes?)
Como o meu pai está vivo, podem deduzir o que tenha acontecido...

No Sábado estava deitado no sofá, quando deu na SIC o programa "A Verdade", um programa sobre a mediunidade e médiuns. O mesmo programa feito com a Júlia Pinheiro.
É verdade, eu fui ver um daqueles programas...

Para quem não acreditar, é favor voltar(se quiserem, não se sintam obrigados a nada) daqui a uma semana. Creio que meia-dúzia de post, dá para resumir muita coisa e dar algumas luzes acerca do tema em questão...

12 janeiro 2012

Maria - Tracy Chapman "Talk to you"


A Dona Maria é uma senhora dos seus oitenta e muitos anos, mas uma senhora com um pensamento muito avançado para a sua época. Uma senhora muito doce, sempre com um sorriso e uma palavra amiga. Creio que é a única "retornada", se é que eu posso dizer assim, que veio depois da Guerra Colonial. Ela viveu mesmo na Guiné(conaqri), penso que se escreva assim, apesar de não ser o mais importante o país onde viveu, mas sim a sua maneira de pensar e dever as coisas naquela época...

A Dona Maria vivia numa grande casa cheia de empregados, criados. Ela odiava os brancos porque muitos tinham não empregados, ou criados mais sim escravos... Muitos fazendeiros maltratavam os negros, chegando muitos a levar açoites e ficarem presos dias inteiros a postes sem água.

Um dia, um negro virou-se ao fazendeiro, feriu o com um pau na cabeça e pôs-se em fuga. Teve azar, foi apanhado antes de conseguir fugir da fazenda. Foi enterrado vivo para dar o exemplo aos outros...

A Dona Maria, teve imensos problemas com as mulheres brancas que eram casadas com outros fazendeiros. A Dona Maria tinha cinco cozinheiras, dois homens internos para passar a roupa, sete empregadas para a limpeza dos quartos e limpeza do resto da casa. Empregados na fazenda, segundo ela, rondava os vinte e os quarenta, conforme fosse as colheitas...
A Dona Maria pagava um ordenado a cada criado, dava alimentação a todos e roupas. Um dia, quando aumentou um escudo a todos os empregados. Foi a revolta do restante mulherio branco que a acusava de estar a inflacionar os salários da época...

Deu-se o 25 de Abril, a Dona Maria veio para Portugal, deixando tudo para trás. Deixou todo o seu espólio aos empregados.

Já em Portugal, andou à procura de trabalho, acabou como empregada a dias em várias casas de várias senhoras. O Marido nas construção civil. Os seus seis filhos, estão todos licenciados e espalhados pelo mundo...

Quando enviuvou, foi para o Lar. Apenas duas filhas é que a visitam de tempos em tempos.

A Dona Maria sempre que me via a entrar na sala dizia: - Menino Francisco! Quero falar contigo meu filho...

Um dia, do nada ela perguntou-me: - Como está o teu namorado?

Francisco: - Hein!!! Como!!!????

Dona Maria: - Não sou tua mãe, mas conheço essa tristeza. Esse teu coração chora por um homem e não por uma mulher...

11 janeiro 2012

Dona Dores - Gigliola Cinquetti "Non ho L'eta"


A Dona Dores é uma senhora na casa dos oitenta e muitos anos, um doce de senhora. Sofre de cancro nos ossos. A qualquer momento qualquer osso se pode partir como se os ossos fossem como os fios de esparguete.
A nível da cabeça a senhora Dores tem momentos de grande lucidez e recorda-se de tudo e tem consciência de onde está. Noutras alturas, ela pensa que está na sua casa em Lourenço Marques, onde vê o seu amado a passar no outro lado da rua, enquanto ela trata das flores. São rosa amarelas, a senhora Dores adora rosas amarelas.

A senhora Dores era uma rapariga muito bonita, porque tinha o cabelo preto e muitos caracóis naturais. Tinha 16 anos, quando conheceu o amor da sua vida. O pai era militar. Um dia houve uma festa de militares, e a senhora dores viu um homem mais velho, casado com filhos da idade dela. O dito militar era muito amigo de seu pai.

Durante aquela festa, houve uma troca de olhares entre os dois. A Dores não passou despercebida ao militar amigo de seu pai.

O militar começou a frequentar mais vezes a casa do seu pai, com o pretexto de ver a menina Dores. O Amor nasceu com o olhar, começou a crescer com o chá e com a bolachas, até que o inevitável aconteceu...
A senhora Dores engravidou e foi o maior escândalo entre as duas famílias.

Todos diziam que o militar deveria ter juízo, que já era um homem com filhos e que agora andava a mostrar a todos o que se designava pelo o "último grito do Cisne". Ou seja, um homem de meia idade que andava com uma cachopa só para dizer que ainda tinha tesão...

A ela, à senhora Dores, chamavam-lhe tudo desde puta para baixo(o que me chamariam a mim!!!! LOLOLOL Só para aliviar um pouco este post)...

As ameaças dos filhos do militar, da mulher do militar, dos próprios pais. Que ela era uma oportunista, que na realidade a gaja queria era o dinheiro do homem e para mais, ele tinha idade para ser pai dela...

O militar também dizia que a amava muito, mas ele queria que ela fosse abortar. Ela recusou fazer o aborto. Dizendo: "Posso perder o pai do meu filho, mas o filho é meu..."

A criança nasceu morta. Foi o maior desgosto da senhora Dores. Com o 25 de Abril, a senhora Dores veio para Portugal, trabalhou numa creche como auxiliar. Nunca mais voltou a casar ou sequer a ter outro homem...
Como devem calcular esta senhora desde que entrou para o Lar, nunca teve uma visita de alguém de fora...

10 janeiro 2012

Dona Fernanda - Kelly Clarkson "Because of you"



A Dona Fernanda é uma senhora dos seus 86 anos. Uma senhora sempre sorridente, apesar de ter 5 filhos, não sei quantos netos(nem ela sabe)...
A Dona Fernanda foi uma senhora que nasceu nas Beiras. Aos 16 anos foi prometida a um homem mais velho, com quem casou e teve cinco filhos.

Em Moçambique tinha uma boa vida, pois tinha uma casa enorme com não sei quantos quartos e não sei quantos empregados. Ela sabia fazer muito bem o croché e que mantém até aos dias de hoje, essa sabedoria.

Após o 25 de Abril, e com a Independência do país, regressou a Portugal apenas com a roupa que trazia no corpo e os seus cinco filhos. Para trás, ficou o marido, os criados, os diamantes e dinheiro ao fundo da fazenda. Mesmo por baixo de uma árvore, pode ser visto um "sinal" de uma cruz, feita por dois ramos da árvore(já viram os anos que passaram?)...

Em Portugal, vivia num T1, com os seus cinco filhos. O marido nunca mais o viu. À medida que os filhos iam casando, saíam de casa e não voltavam mais...

A senhora trabalhava como modista, e agora a única pessoa que a visita duas a três vezes por ano, é uma antiga funcionária...

4ª Narração - Cherona "Sound Of Africa (Heyama)"


Volto a referir que eu não estive na Guerra Colonial, a partir deste momento irei apenas narrar histórias de pessoas que viveram em África e que tiveram de voltar a Portugal, uns só com a roupa no corpo e com os filhos ao colo, outros com um pouco mais...
A maioria destas pessoas viveram em Angola ou Moçambique.
Um coelho, irei falar da minha vida como voluntariado, das histórias que eu recolhi no lar onde sou voluntário. Apenas, tenho deixado um pouco de lado o "Mundo do Voluntariado" por dois motivos:
1º - Alguns idosos tem morrido e custa-me imenso voltar a uma sala, onde eu aprendi imenso. Agora, apenas resta o seu lugar vazio...;
2º - Os auxiliares não entendem como alguém pode ser voluntariado, os donos dos lares, pensam que nós somos empregados sem remuneração...

Quando acabar as histórias da Guerra Colonial, irei falar nas histórias mais esotéricas, muitas delas narradas pelas mesmas pessoas, inclusive pelo senhor que "via" a nossa alma através dos nossos olhos.

Aos mais cépticos, apenas posso dizer: - Até Fevereiro :)

I didn´t have a farm in Africa, but I lived there...

09 janeiro 2012

3ª Narração - Status Quo "In The Army Now"

Decorria o inicio dos anos noventa, aqui o Francisco foi chamado para ir cumprir o serviço militar. O meu pai queria que eu fosse para a marinha, o meu tio queria que eu fosse para os comandos com o meu primo, a minha mãe queria que eu estivesse o menos tempo possível na tropa. Como sabia que era impossível colocar uma "cunha" para que eu fosse dado como inapto. Fiquei a saber(anos mais tarde) que a minha mãe foi falar com uma amiga, que era prima de um senhor lá da terra, que tinha casado o filho com uma senhora de bem e que era filha de um coronel do exército. Lá fui eu parar ao exército por um período de oito meses(serviço obrigatório).
Imaginem um rapaz de 20 anos; estudante; que estava a habituado a ter o seu quarto; não dizia asneiras; que tomava banho de água quente, quer fosse Verão ou Inverno; que ainda estava completamente "dentro do armário". os homens mexiam comigo e as mulheres cada vez menos...
Chego ao Porto(estação da Campanhã, no comboio Alfa. Levo apenas comigo uma mochila aos ombros, onde tenho alguma roupa interior, toalhas de banho, shampoo, vários pacotes de bolachas, adoro bolachas...
Quando chego ao quartel em questão, sou recebido por um segundo sargento que me apresenta ao grupo de recrutas como: - "Olhem para este betinho que deve ter acabado de nascer em Lisboa"...
Tira-me a mochila, abre-a e distribui as minhas bolachas por toda a gente. No final diz: - Aqui divide-se tudo com os Camaradas. Colegas, são as putas...
Depois das apresentações, de fila indiana, recebo a farda, as camisolas interiores, as cuecas, os cobertores, a boina, as botas, as meias...
No final, somos levados para a nossa caserna, onde estão camaratas(beliches), naquele espaço deve estar cerca de 20 beliches, ou seja, dormem ali quarenta homens. Tanto homem junto e eu "dentro do armário"....

Quando acabei a recruta, sou um "novo" homem. Em vez de dizer que quero ir fazer xixi, digo em boa voz que quero ir mijar. O mesmo se passa com o ir fazer cocó, é CAGAR mesmo. Na primeira noite, descobri que água quente é um termo que só existe no dicionário e em casa aos fins de semana. Depressa as minhas frases gramaticais passaram a incluir caralho, foda-se, cabrão, bosta, paneleiro, panasca, menina. Curiosidade: Filho da puta está excluído uma vez que estou no Porto. Fora do Porto, uso mais vezes filho da puta que o bom dia...

Durante a semana de tiro. É a semana que vamos para o campo, vamos dar tiros a sério com armas que foram utilizadas na Guerra Colonial. Santo Deus, como é que alguém pode utilizar uma arma que quando carregamos no gatilho, a bala não sai...
Muitas vezes temos que apontar para o lado esquerdo ou direito, para que a bala acerte em cheio no desenho ao fundo com o rosto de um homem desenhado.

Agora, aqui o Francisco já não diz: - Bom dia, pode-me dar um café se faz favor...
Isto é demasiado maricas, paneleiro mesmo. Agora, eu digo:
Caralho! Foda-se!!! Onde está a merda do café, que eu pedi?(estou a pedir o café agora). Despacha-te cagalhão. Foda-se, caralho para esta merda toda...

Isto tem piada, dentro do quartel. Fora do quartel, num lanche com amigas da minha mãe, algumas tias, primas nos pasteis de Belém... A piada é outra...
Mãe: - Francisco! A mãe pede o café e os pasteis de Belém. Fica caladito e sossegadito...


Depois dos três meses de recruta, o Francisco foi destacado para Santa Margarida. Algum de vós, já esteve em Santa Margarida?
No meu tempo era assim a disposição daquele fantástico mundo:
Tinhas um grande avenida, que começava na entrada com o quartel da Policia do Exército(PE), uns gajos porreiros que tinham a mania que eram os donos do bairro. Ao fundo via-se a Igreja(tantas vezes falei com o capelão, um capitão super simpático e que gostava de falar comigo os temas teológicos). Finalmente, o senhor tinha encontrado um menino de Lisboa que sabia o que era a Biblia e que tinha dois dedos de testa...
Do lado esquerdo de quem subia a avenida encontrava o super mercado e do lado direito, o cinema que passava filmes antigos a 5 escudos, ou coisa que o valha(nem me recordo do preço, que tão barato era...

Sempre fui um gajo que cria "empatia" com muita facilidade, o que me permitiu ser "levado" um pouco nas graças de alguns superiores e de alguns camaradas. Já dizia a minha avó: - Mais vale cair em Graça, do que ser engraçado"

Depressa fiquei a saber que durante a Guerra Colonial, havia muitos portugueses a fazerem dos negros, meros escravos como aqueles que podemos ver nas novelas brasileiras. Daí muitos retornados, dizerem que adoravam África...
Pudera, com a casa cheia de diamantes(muitos estão escondidos nas paredes das casas, ao fundo da fazenda) e que abusavam dos negros de uma forma muito cruel. Muitos militares é que denunciaram tais crimes. Como estamos em Portugal, a culpa mais uma vez morre solteira...


Sabiam que naquela altura, após a guerra do Golfo. Se a Espanha ou outro país nos invadisse. Apenas, Santa Margarida demoraria mais tempo a resistir...
Santa Margarida demoraria a "cair" em 30 minutos. Tinham esta noção?????

O nosso Governo não acaba com as forças armadas, porque a lista de desempregados nos Centro de Emprego subiria de uma forma espantosa. Pior, era a questão depois: - O que fazer com tanta gente inútil para contribuir para o país????
Assim, eles lá ganham os seus vencimentos, pensam que são úteis e de certa forma vão desenvolvendo a economia...
Pior, são os negócios de Submarinos e afins, para encherem os bolsos de alguns ministros e empresas...

08 janeiro 2012

2ª Narração - Platoon Soundtrack

O meu pai esteve na Guerra Colonial da Guiné, mas sempre foi um homem que educou os filhos com uma educação nada militarizada. Apenas dizia o primeiro nome de cada filho, abria os olhos... E, ficávamos logo em sentido...
Apenas a minha avó paterna, é que conseguia colocar naqueles momentos mais tensos um sorriso naquele ar sério do meu pai com apenas esta frase: - "Sabes os nomes dos teus filhos! Abre muito os olhos, e ainda apanhas uma corrente de ar, que ficas vesgo..."

O meu pai não tem nenhuma tatuagem a dizer "África mil novecentos e troca..."; "Amor de mãe"; desenhos de águias e leões; e, sempre disse aos filhos: - "Ai! Algum de vós coloque uma tatuagem ou deixe crescer o cabelo... Coloco-vos as malas à porta e rua..." Não quero paneleiros cá em casa...
Já dizia a minha avó: - "Pela boca morre o peixe"... O filho Francisco saiu panilhas... LOLOLOLOLOLOL

Nunca ouvi o meu pai com insónias por causa da guerra, com ataques de ansiedade, nunca maltratou os filhos ou quem quer que seja. Sempre teve uma postura ao longo destes anos, muito discreta. A realidade é que ele carrega o peso da dita guerra todos dias no pensamento...

A verdade é que este país enviou para África jovens com idades dos dezanove aos vinte e poucos anos. Jovens que levavam as "hormonas aos saltos", porque eram jovens, alguns nunca tinham visto o mar antes... Só que agora tinham armas na mão e tinham que obedecer a pessoas que se intitulavam como seus "superiores". Jovens que descobriram que "brincar aos índios e aos cowboys", podia sair caro... E, bem caro que a brincadeira saiu para alguns.

No fim desta narração eu digo quais são os dois grandes pesos que o meu pai carrega. Só recentemente é que a família ficou a saber a dura realidade que o homem carrega desde que voltou da dita guerra...

07 janeiro 2012

1ª Narração - Iron & Wine "Godless Brother In Love..."

Primeiro, começo por dizer que a música de hoje, foi inspirada no blogue http://good-friends-are-hard-to-find.blogspot.com/ que pertence ao meu seguidor e comentador aqui deste canto, o Sad Eyes

Antes de começarem a lêr, é bom que não se esqueçam que eu nunca estive na Guerra Colonial. Até porque nem sequer eu ainda era projecto de gente, quando o senhor, que mais tarde, a quem eu haveria de chamar pai embarcava para a dita guerra...
Eu não vou falar da Guerra Colonial, quem quiser mais informações é bom que consulte outra literatura, pois aqui não vai aprender nada de jeito. O aviso está feito...

Eu só tive conhecimento da guerra do Ultramar ou Colonial, na década de oitenta, quando surgiram vários filmes do Vietnam. Quem não se lembra do Platoon????
Tendo o meu pai estado na dita Guerra, na Guiné. Hoje é conhecida por outro nome qualquer, que o google ajudará...
De qualquer forma sempre que o meu pai se juntava com amigos e o tema era a "Guerra Colonial, ele calava-se ou mudava de assunto. O meu pai nunca falou da Guerra, como uma grande maioria dos pais dos meus amigos. Que se orgulhavam dos feitos que tinham feito e como tinham feito...
Creio que aprendi cedo demais, que por vezes a humildade e o silêncio são duas armas sábias para se mudar um assunto que nos incomoda...

Voltando à escola, jovens que deliravam com as "cenas" do Rambo, do Platoon e outros filme que falavam do Vietnam... Engraçado!!! Os Americanos perderam a guerra, milhares de jovens morreram e mais não sei quantos foram feitos prisioneiros... Em quase todos os filmes, os americanos ganham sempre...

Na escola fiquei a saber que Portugal para entrar para "EFTA", denominação antes de "CEE", teria que deixar de ter Colónias. Havia já uma luta entre os Estados Unidos e a URRS para que isso acontecesse. Hoje vemos África, como tendo sido desenhada a régua e esquadro...

Agora que não me lembro, mas houve uma razão para houvesse apenas uma "Guerra" simbólica para que Portugal perdesse a dita guerra e entregasse as restantes colónias de "mão beijada". A "pressão" foi tanta, que o resultado está à vista...
A ganância pelos diamantes até mais não...

Também se diz, que morreram tantos portugueses na Guerra, como morreram não sei quantos portugueses em não sei quantos anos, nas estradas de Portugal. Acidentes de aviação mesmo...

É por estas e por outras que temos a "mentalidade" que temos...

Para não ser tão maçudo o post, deixo-vos este e-mail recebido e que me parece bem partilhar convosco...

Acorda Portugal

Peço a cada destinatário deste e-mail que o envie a um mínimo de
vinte pessoas em sua lista de contatos, e por sua vez, peça a cada um
deles que faça o mesmo.

Em três dias, a maioria dos portugueses lerá esta mensagem. Esta é uma idéia que realmente deve ser considerada e revista por todos os cidadãos.

Alteração da Constituição de Portugal para 2012 para poder atender o seguinte, que é da mais elementar justiça:


1. O deputado será pago apenas durante o seu mandato e não terá reforma proveniente exclusivamente do seu mandato.

2. O deputado vai contribuir para a Segurança Social de maneira igual aos restantes cidadãos.

Todos os deputados ( Passado, Presente e Futuro) passarão para o actual sistema de Segurança Social
imediatamente. O *deputado irá participar* nos benefícios* do regime* da *S*. Social *exactamente* *como todos os *outros cidadãos**. *O fundo de pensões não pode ser usado para qualquer outra finalidade. não haverá privilégios exclusivos.

3. O deputado deve pagar seu plano de reforma, como todos os portugueses e da mesma maneira.

4. O deputado deixará de votar o seu próprio aumento salarial.

5. O deputado vai deixar o seu seguro de saúde atual e vai participar no mesmo sistema de saúde como todos os outros cidadãos portugueses.

6. O deputado também deve estar sujeito às mesmas leis que o resto dos portugueses

7. Servir no Parlamento é uma honra, não uma carreira. Os deputados devem cumprir os seus mandatos (não mais de 2 mandatos), e então irem para casa e procurar outro emprego.

O tempo para esta alteração à Constituição é AGORA. Forcemos os nossos políticos a fazerem uma revisão constitucional.
Assim é como se pode CORRIGIR ESTE ABUSO INSUPORTÁVEL DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA.

Se você concorda com o acima exposto, ENTÃO VÁ PARA A FRENTE. Se não, PODE DESCARTÁ-LO.