28 fevereiro 2023

 


6 comentários:

Anónimo disse...

Que fantástico. Lembro-me de, na segunda metade dos anos sessenta, ter seguido com o maior interesse, e de "olho esbugalhado", as reportagens da revista National Geographic, sobre a retirada do templo de Abu Simbel, para o poder preservar, dada a subida do Nilo pela construção da barragem de Assuão.
Fiquei completamente espantado pelas obras necessárias para cortar e transportar arriba acima, para uma cota cerca de 65 metros mais alta, de todo este vasto complexo monumental.
O feito teve ajuda internacional, claro, dado o custo do empreendimento, a qual o Egipto pagou com a doação de muitos dos seus tesouros egípcios antigos.
E pensar que uma vasta quantidade dos obeliscos, que se encontravam à entrada dos templos dedicados às divindades da antiguidade egípcia, mercando a união entre o mundo terreno com o mundo dos deuses, ainda hoje se podem observar noutras cidades. Alguns foram doados pelos governos egípcios outros foram simplesmente pilhados. O obelisco da Praça da Concórdia, proveniente de Luxor, foi doado, mas os de Roma, e são vários os que ainda existem, foram na sua maioria pilhados. Nova Iorque também os tem, assim como Londres. Enfim, a pilhagem dos artefatos egípcios não parou ao longo da sua história.
O meu pai, de forma algo cínica (como ainda há muita gente que o faz hoje, só que de forma mais ou menos encapotada), dizia sempre a quem o queria ouvir, que, "se eram para ficar a apodrecer e a destruírem-se [nos países de origem], mais valia que os preservassem no mundo civilizado" ... referia-se igualmente à arte antiga de outras civilizações, muito especialmente aos mármores de Elgin, do Museu Britânico!!!!
Eu tenho uma forma mais politicamente correta e menos draconiana, no entanto, aproxima-se da do meu pai.
Continue a enviar as suas experiências, é agradável ver por outros olhos
Manel

São disse...

Foi bom recordar esse templo , o único em honra de duas dinidades , segundo o guia.

Que seja uma óptima viagem pela terra dos faraós

Francisco disse...

Manel

Foi com a Ajuda da Unesco que o Egipto comseguiu levar este Templo mais conhecido como o que está ao lado, mulher de Ramsés Nerfertari (A mulher mais bonita) https://www.egito.com/abu-simbel

Também foram salvos outros 14 Templos assim como o Povo Núbio subiu mais para norte uma vez que a Abu Simbel está a 180 kms creio eu do Sudão

Obrigado pela visita e comentário

Abraço

Francisco disse...

São

Alguns templos foram "adoptados" mais tarde pelos Romanos e Gregos, afinal Alexandre o Grande também se considerou um Faraó :) Não tinha hieróglifo de Deus porque não tinha divindade no sangue :)

Obrigado pela visita e comentário

Anónimo disse...

Que relato espantoso, que fotos maravilhosas! Adoro toda a Mitologia Egípcia e os deuses continuarão a ter um papel nas novelas que vou escrevendo! ^^

Francisco disse...

João

Lembrei me de ti, quando estive no templo do teu deus "Hórus" ;)