11 julho 2011

Relações Humanas - Celine Dion "The Power of Love"

Desde que o SER Humano começou a viver a pares, começaram as primeiras relações humanas. Mais tarde, Lá se foi agrupando em grupos como forma de protecção e de poderem caçar presas maiores. Começaram a construir casas, aldeias, vilas, cidades...
Há medida que o Ser Humano ía inovando e descobrindo novas tecnologias, mais depresa começou a Desumanizar os mais fracos através das guerras, da escravatura etc etc, sendo aos dias de hoje ao nível da pressão psicológica.

No passado Domingo, lá fui eu fazer voluntariado. Estava eu sentado no sofá a falar com a D. Gestrudes, uma idosa super simpática apesar de já não ter ninguém para a visitar. Estava-me a contar a vida dela: Onde nascera, onde crescera, como começou a namorar, o dia do casamento, o casamento como fuga de casa dos pais, o nascimento do primeiro filho, os outros filhos(4 no total), o nascimento dos netos(8 no minimo). Ali estava aquela senhora "sozinha", sem um único familiar que dispense 5 minutos para a ir visitar, quer seja num dia de semana ou de fim-de-semana.

Começa a hora das visitas e lá começam a surgir as primeiras "pérolas" de Domingo:
PRIMEIRA (Não se riam, é para chorar mesmo...)
Chega um casal com duas filhas que vão ter com a D. Alice. Uma senhora dos seus oitenta e poucos anos, que teve uma vida super dura, mas muito recta "pão, pão; Queijo, queijo".

D. Alice: - Olha! As minhas netas lindas. Vieram visitar a avó?
Homem(genro): Pois! A sua filha não quis ir à festa dos Tabuleiros...
D. Alice: - Deixa! Vão lá para o ano. Então as minhas netinhas passaram de ano com boas notas?
Miuda mais velha: - Óh Vó! Para que eu quero boas notas!?
D. Alice: - Para seres uma grande estudante e um dia teres um bom emprego...
Miuda mais velha: Vó! O pai passa o dia em casa, passa a vida no subsidio de desemprego. Quando eu crescer vou fazer o mesmo...

Segunda
Estava uma senhora com o filho mais velho(doze/treze anos), ao lado do Senhor Pedro, um senhor de setenta e muitos anos e um bem disposto.
Pedro: - Olha o meu neto preferido! O teu pai, não veio? Está a trabalhar?
Rapaz: - O pai João?!
Pedro: - Não! O teu pai é o Zé!
Rapaz: - Quem é esse? Já tive o pai Francisco, não gostei dele porque me batia. Depois a mãe trouxa o pai Tiago, desse já gostei um pouco mais. Gostei muito do pai Eduardo. Jogava à bola comigo. Só lá esteve um mês em casa. O pai João, é um tipo fixe, mas chega a casa todos os dias bebado...
Pedro: - Milha filha! Quantos filhos tens?
Rapaz: - 8. Ela diz que contribui para a sociedade com miudos, por isso é que vamos de tempos a tempos à segurança social buscar os apoios...
Filha: - Pai! Se vamos discutir a minha vida, vou-me já embora.

TERCEIRA - A próxima história doi mesmo.
Reparo num rapaz ao fundo da sala, muito bem parecido. Com um corpo fantástico. Num perfeito estado normal de normalidade e que não deve ter mais do que 33/34 anos. Aparece um casal de homens na casa dos cinquenta e muitos/ sesenta anos e numa fulana bem parecida.
Ao inicio pensei que estivem à espera sentados, para poderem subir aos quartos dos acamados. Não dei muita importância. Até que vejo uma funcionária ir ter com o rapaz, colocar-lhe uns comprimidos na boca. Passado algum tempo, vejo a rapariga a tirar uns papeis de uma pasta. Depois coloca-os em cima de uma mesa. O Rapaz começa a assiná-los. Depois dos papeis assinados, a fulana levanta-se e vai-se embora. O casal faz mais um pouco de companhia e vão embora de seguida. Fica ali o rapaz sentado na mesa a olhar para um vazio qualquer...

Levanto e dirigo-me para a funcionária e fui perguntar à D. Maria.

Francisco: - D. Maria! Quem é aquele rapaz? E, o que faz ele aqui?

D. Maria: - Francisco! O menino nem queira saber. O rapaz chama-se Rodrigo. Um moço que foi um bom técnico de manutenção de máquinas frigorificas. Há dois anos, apareceu-lhe os primeiros sintomas de Parkison. O Rapaz acabou por ser despedido. A mulher veio aqui agora com os papeis do divórico. Os pais colocaram-no aqui, porque supostamente estão reformados e querem gozar a reforma a viajar.
Como o filho está doente, não o querem em casa.

Francisco: - Ele está assim tão doente!!!!!!!!!!!!

D. Maria: - Só quando não toma a medicação. Aqui no lar, como a toma todos os dias. Já não treme tanto como antes.

Francisco: - E de cabeça?

D. Maria: - Esquece-se de algumas coisas. Eu acho que me esqueço mais do que ele...


Sem Palavras para expressar qualquer sentimento ou emoção

P.S - Sapo, foi esta a musica em relação ao post anterior "Mário Santos/Diogo".

7 comentários:

pinguim disse...

Que histórias...
A vida é mesmo cruel para certas pessoas ou há pessoas demasiado cruéis na vida.

Speedy disse...

todas as pessoas são cruéis. Ainda hoje soube da história de uma velhota, podre de rica, que vive com o filho e a nora. Embora vivam numa casa de 600 mil euros, o filho deixa a mãe acamada, subnutrida e cheia de feridas. Uma simpatia...

Hugo disse...

Há pessoas muito egoístas. Então aqueles pais!? Não é suposto o amor pelos filhos ser assim grandioso!?

Se7e disse...

a última, para mim é de rastos... não sei, mas não sei mesmo onde vamos parar!

A nossa família cuidou duma tia avó... pouco tempo, porque depois chegou o filho, passado um mês colocou-a no lar!!


quando ficar doente, deito-me no chão.. e aí fico. É melhor não esperar por alguém, que alguém é sempre muito distante.

Francisco disse...

Pinguim, creio que ambas :S

Speedy, No melhor pano cai a nódoa

Hugo, bem vindo a este meu canto. Aparece mais vezes e comenta. já sei que adoras kate melua :)

Se7e, espero morrer antes. Que os deuses sejam simpaticos para comigo...

Abraços x 4

Miguel disse...

Enfim, a vida no fim tira-nos tudo, ou quase tudo...

Francisco disse...

Miguel, bem verdade

Abraço