24 março 2013

O Comboio Nocturno para Lisboa - Zimbro "Apita o Comboio"


O meu amigo Manuel convida-me para ir ao cinema com o Pedro(já namoram). Fui Padrinho Casamenteiro :)

O Filme escolhido foi "O Comboio Nocturno para Lisboa", onde a critica foi muito má em relação ao filme. Ora, eu com esta idade, já aprendi que em Portugal, a Critica quando fala bem, o filme é uma merda. Quando fala MAL; eu adoro o filme e foi o caso deste... Vale a pena ir ver o filme...

"Comboio Noturno para Lisboa (no original, Nachtzug nach Lissabon) é um romance filosófico de Pascal Mercier (pseudónimo de Peter Bieri[1]) publicado em 2004, que retrata as viagens de um professor suíço de literaturas clássicas, Raimund Gregorious conhecido por "Mundo", enquanto ele explora a vida de Amadeu Prado médico Português que viveu durante o período ditatorial do Estado Novo de António de Oliveira Salazar. Prado é um pensador cuja mente activa se torna evidente numa série de reflexões coligidas e lidas por Gregorius.

Tudo começa numa manhã chuvosa. Uma mulher prepara-se para saltar de uma ponte de Berna. Raimund Gregorius, um banal professor de grego e latim de 57 anos, evita o acto desesperado e fica surpreendido com o som de uma palavra. Português, responde ela, ao ser questionada sobre a língua que fala. Antes de desaparecer da história ainda tem tempo de escrever um número de telefone na testa deste míope professor que descobre, por acaso, um livro de um autor português, Amadeu Inácio de Almeida Prado, intitulado Um Ourives das Palavras. Sem conseguir explicar porquê, entra num comboio para Lisboa atrás deste médico que morreu 30 anos antes, em 1975, pouco depois da Revolução, numa descoberta do outro que acaba por ser uma descoberta de si próprio.(Retirado do Google)"

Pensava eu que para ir ver Comboios, bastava-me ir a Santa Apolónia ou Oriente. Depressa aprendi algo acerca de mais um português, que nos narra de um forma brilhante o período de Salazar e da PIDE. O que muita gente sofreu.... Pessoas que morreram lentamente durante dois anos na prisão do Tarrafal...

"Um novo dia: 29 de Outubro de 1936. O Campo de Concentração do Tarrafal abre as portas e acolhe “amavelmente” os primeiros “hóspedes”. É o Decreto-Lei número 26: 539 de 23 de Abril de 1936, que surgiu no âmbito da reorganização dos serviços prisionais, que passa o certidão de nascimento à “Colónia Penal”. Não se trata de uma prisão qualquer. É um verdadeiro Campo de Concentração, construído com o objectivo de (des)“amparar” os indivíduos sobre os quais recaem “penas especiais”, tendo em conta o teor do Decreto-Lei número 26:643 de 28 de Maio de 1936, que reorganiza os estabelecimentos Prisionais. Os parágrafos 1 e 2 do artigo 2 do Decreto Lei 26:539 de 23 de Abril de 1936 não nos enganam. Dizem-nos que a “Colónia da Morte” serve para receber os presos políticos e sociais, sobre quem recai o dever de cumprir o desterro, aqueles que internados em outros estabelecimentos prisionais se mostram refractários à disciplina e ainda os elementos perniciosos para outros reclusos. Também o documento abrange os condenados a pena maior por crimes praticados com fins políticos, os presos preventivos, e, por fim, os presos por crime de rebelião.(retirado do google)..."

Se a História de Amor fosse Gay, o Sucesso seria melhor que o Titanic, ou o Broken Mountain...(digo eu)

7 comentários:

João Roque disse...

Que mais não seja por ser um filme com ligações a Portugal, terá sempre o seu interesse.

João Roque disse...

Basta o filme ter a ver com Portugal para merecer o meu interesse.

Margarida disse...

tenho o livro, comprei-o num impulso, há anos, pelo título, lisboa e comboios. não gostei, na verdade, achei-o uma estopada. acabei por o ler numa altura de greve de comboios. a refer fez e a fertagus sofreu com os atrasos (como recentemente se verificou).
já gostei mais do irons, não acho que esteja a envelhecer bem, bom... mas cada um tem a sua opinião.
se gostaste do filme, ainda bem :)
bom domingo.
bjs.

Francisco disse...

João Roque,

Para além das belas imagens de Lisboa, também nos fala da nossa história.

E, onde os filhos e os netos nos dias de hoje, tem "vergonha" do passado dos pais ou avós quando pertenceram à PIDE...

Daqui a duas décadas, filhos e netos terão a mesma vergonha de terem este ou aquele apelido...

Digo eu...

Abraço amigo

Francisco disse...

Margarida,

Envelhecer como deve ser só mesmo o Paul Newman e o Harrison Ford ;)

Sim, o George Clonny :)

Quanto ao livro, não o li e nem sei se o irei ler...

Apenas, gostei do filme por "marcar" uma época da nossa história. Onde as Relações Pessoais foram exterminadas. Não se podia confiar no marido/mulher ou nos próprios filhos...

Uma denúncia, e ias de "férias"...

Descobri que tenho o apelido do Carniceiro de Lisboa... :(

Beijinhos Grandes



um coelho disse...

Espero que apenas partilhes o apelido com o carniceiro de Lisboa.

Francisco disse...

Um Coelho

E, chega... :S

Abraço