11 março 2013

Até que.... Demis Roussos "Rain And Tears"


Começo por dizer que eu sou do tempo em nos era proibido brincar com os filhos de pais divorciados. Muitos de vós pensarão que eu estou a delirar, drogado, bêbado, sonhar que estou noutra época...

Infelizmente não... Nos finais dos anos 70. Quando estava na primária. Para quem não sabe, nessa altura não havia pré-primárias, e a escola começa para quem fizesse 7 anos nesse ano...

Naquela altura, uma mulher que pedisse o divórcio, era olhada de lado. Foi aquela que não conseguiu aguentar o casamento. Não se esforçou o suficiente para manter o homem em casa, independentemente do que se passava dentro das quatro paredes. "Quem está no convento é que sabe o que se passa lá dentro..." Logo era P**A...

Sempre ouvi dizer que um filho não segura um casamento. As mulheres continuam a cometer este erro, ano após ano, sempre com o pensamento: - "Comigo!!! Será diferente..."

Se olharmos com olhos de ver. Podemos constatar que as mulheres "roubam" os filhos à mãe. Fazem de tudo para que o marido(parvos são aqueles que aceitam) deixe de ver ou falar mesmo à sua família. Que "moldam" os maridos à imagem que tem do seu próprio pai... No final já nem podem ver o marido nem pintado... Daí quando vamos no metro e não só, podemos ver tantas mulheres cheias de tristeza, mas assim que o marido morre: Já ouviram a expressão: "Viúva Alegre"...

Conhecem algum Viúvo alegre?!(O meu pai não conta para a estatística)...

Engraçado!!?? As mulheres são mais independentes que os homens, elas vivem melhor sem eles, do que eles sem elas. No Entanto um homem solteiro é "Tio", uma mulher solteira é "Encalhada"...

No outro dia, conheci um rapaz da minha idade que esteve numa relação com um homem 15 anos. Dos vinte e poucos até aos trinta e tal...
Acabou com o namorado porque este o traiu...

Toda a gente a quem ele conta este episódio da sua vida, a resposta é:
- "Acabaste uma relação de 15 anos, por causa de uma traição????!!!!"

Nunca acabei uma relação de 15 anos, porque nunca tive nenhuma, nem nunca vivi nenhuma de perto nem de longe. Mas, posso dizer que já acabei relações por menos...

Às vezes penso para mim: - O que é mais importante na minha vida?! É Eu estar Bem e sentir-me bem comigo próprio?! Ou, simplesmente estar numa "Relação" em esforço só para agradar Família, Amigos e Sociedade...

Conheço tanta gente que se separou por causa de meia dúzia de moedas(trocos), ou porque o outro descobriu que teve uma doença(cancro). A maioria desaparece...

Estamos a falar de???????????????!!!!!

Até que............... A morte nos separe????????????????????!!!!!!!!!!! Será???!!!

8 comentários:

Kuma Gwanni disse...

Acho que muita gente não suporta a ideia de estar sozinha...apoquenta-lhes a solidão, daí aceitarem um certo número de coisas.

Conheço alguns conhecidos que aguentaram mil e uma coisas, que eu até fiquei parvo, incluíndo traições sucessivas, só porque não conseguiam dexar de amar a outra pessoa. Alguns mantinham relações extremamente sufocantes, sempre a controlarem-se mutuamente.

Quando existe amor, existe confiança, certo?

Mas as pessoas esquecem-se que o amior de todos os amores, é o amor próprio! Ou pelo menos, assim deveria ser!

Abraço amigo :3

Margarida disse...

no meu tempo já havia pré-primária, eu frequentei-a quando tinha 5 anos, portanto em 1978-79 (e o meu irmão esteve dois anos lá, dos 4 aos 6). entrei para a primeira classe com 6 anos.
era no rés-do-chão da escola primária, chamada de magistério primário de Viseu (agora é a ESEV, mas será sempre, para mim, o magistério primário, aqui no coração, ai ai, saudades).
na minha cidade conservadora, vivi com esse estigma e quando no 1.º ano do ciclo disse a toda a turma que os meus pais eram divorciados, senti-me mal. éramos 30 e eu era a única assim (e não ajudou o professor de música ser padre... só a mim).
sim, ainda me gozam por chegar a esta idade e ficar para tia, não estou nem aí... encalhada? por opção :D
bjs e boa semana.

Francisco disse...

Kuma,

Pois é um facto, a solidão assusta muito boa gente :(

Abraço amigo

Francisco disse...

Margarida,

E, acredita que és uma Tia e pêras :)

Beijinhos Grandes

João Roque disse...
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João Roque disse...
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João Roque disse...

Na actualidade são em muito maior número os relacionamentos afectivos (por casamento ou não) que terminam ao fim de um tempo relativamente curto do que aqueles que permanecem duradouros.
Tive um primo que não cheguei a conhecer pois não tendo ido ao seu casamento com uma prima minha, divorciaram-se ao fim de uma semana...
Concordo que num relacionamento heterossexual, a mulher aguenta melhor a separação do que o homem e isso verifica-se principalmente nas relações longas (incluindo os casamentos). A mulher reage muito melhor à viuvez do que o marido e não será necessáriamente uma viúva alegre.

Francisco disse...

João Roque,

Claro que nem todas as senhoras viúvas são "viúvas alegres", desculpa ter generalizado :(

Abraço amigo