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17 outubro 2022

Só para Lembrar...

 

Os Talibãs deram cabo dos Budas no Afeganistão, o Daesh destruiu Palmyra na Síria mas já sabemos que as gajas e as bichas dos bolos vão falar da Igreja Católica na Idade Média. Há 500 anos atrás. Aos dias de hoje, as jovens são mortas porque colocaram o lenço mal. Today, Hoje... 

11 setembro 2011

Belém 7 - Roxette "Vulnerable "

Quem me dera que em 1993, alguém me tivesse dito, o quanto nós homossexuais somos vulneráveis, aquando das nossas visitas nocturnas aos locais ditos como "locais de engate".

Infelizmente, eu fiz parte dessa imensa lista de "gays" assaltados e portanto à minha conta sei o que isso significa. Aos dias de hoje, lamento "Mas, já contribui para esse peditório no passado"

É verdade, os gays são uma "presa" fácil para assaltos e violações. Com uma grande facilidade, um gay vai atrás de um belo corpo, de um belo pau, o que seja. Quando se dá conta, tarde de mais. Já entrou no "covil do lobo".

HISTÓRIAS (INFELIZMENTE) REAIS:

Francisco (minha pessoa):
Decorria o final do ano de 1993. Saio do carro para ir ter com um rapaz giro. Acompanho-o ao longo da margem do rio em direccção à escola Naval de Belém. Quando dou por mim, sou encostado à parede por mais dois gajos. Levaram-me uma nota de 5 mil escudos que tinha na carteira, um fio de prata, o blusão e os ténis. Não me levaram os documentos do carro nem as chaves, porque um carro da policia tinha entrado naquele momento no recinto da estação. Era a rendição dos policias que fazem serviço na estação de Belém. Creio que tive alguma sorte...
Anos mais tarde, encontrei em Alcantara o rapaz que me assaltou. Nunca esqueci aqueles olhos. Mas, estava num estado lastimável. Droga, montes de feridas nos braços e no rosto. Ainda lhe dei cem escudos, para ele ir comer uma sopa.

BMW Preto
Decorria o ano de 1994/95. Todos os fins de semana, aparecia na estação fluvial de Belém um gajo dentro de um BMW preto. Nunca parava junto de nenhum carro. Ele só parava junto dos prostitutos que frequentavam o local. Muitas vezes, aquela situação, chegou a ser comentada por nós gays, nas nossas "reuniões de tuperewe".
Anos mais tarde, vim a saber através de um policia da "policia especial" que aquele fulano, apareceu morto na zona ribeirinha, onde actualmente é hoje a Museu da Electricidade.
Como o rapaz descendia de uma familia bem de Cascais, o caso foi omitido. Paz à sua alma

Costa da Caparica - Ano de 1999
O José, era um grande amigo meu naquela altura. Ele era meio louco. Adorava ir a "BlindDates". Um dia foi para a praia da costa, ao encontro de uma queca com um gajo que ele tinha conhecido no antigo MIRC. Creio que foi o primeiro chat gay em Portugal.
Quando lá chegou, estava um gajo encostado a um carro branco. O gajo estava a massajar o pau feito. O José quis ser lambão, quando se baixou para ir lá colocar a boca, levou um murro na tromba. Apareceram mais 7 gajos. Todos o foderam, e o José foi parar ao hospital. Sei que o José emigrou para Londres e nunca mais ouvi falar dele.

Cidade Universitária (meses atrás)
Soube através de umas quecas, que às vezes existe pessoal que é assaltado na Cidade Universitária. Havia em tempos lá um cigano assaltar o pessoal, mas que a policia já o apanhou.

No Jardins do Campo grande, também costuma haver montes de assaltos., não frequento este local de engate.

No Estádio Nacional,
Sei que por vezes aparecem uns chungas com uns pretos. Simulam que estão numa orgia, e depois assaltam o pessoal. Nunca entro nesses forróbodós, quando já estão num estado avançado.
Eu só subo para a mata, quando estão pelo menos 10 carros no parque de estacionamento.

A realidade é que se um gay for assaltado, ninguém ajuda. Todos os outros gays desviam caminho. É, um pouco como acontece na savana. Um leão pressegue uma zebra e as outras ficam a olhar pávidas e serenas. Não se mexem.

11 julho 2011

Relações Humanas - Celine Dion "The Power of Love"

Desde que o SER Humano começou a viver a pares, começaram as primeiras relações humanas. Mais tarde, Lá se foi agrupando em grupos como forma de protecção e de poderem caçar presas maiores. Começaram a construir casas, aldeias, vilas, cidades...
Há medida que o Ser Humano ía inovando e descobrindo novas tecnologias, mais depresa começou a Desumanizar os mais fracos através das guerras, da escravatura etc etc, sendo aos dias de hoje ao nível da pressão psicológica.

No passado Domingo, lá fui eu fazer voluntariado. Estava eu sentado no sofá a falar com a D. Gestrudes, uma idosa super simpática apesar de já não ter ninguém para a visitar. Estava-me a contar a vida dela: Onde nascera, onde crescera, como começou a namorar, o dia do casamento, o casamento como fuga de casa dos pais, o nascimento do primeiro filho, os outros filhos(4 no total), o nascimento dos netos(8 no minimo). Ali estava aquela senhora "sozinha", sem um único familiar que dispense 5 minutos para a ir visitar, quer seja num dia de semana ou de fim-de-semana.

Começa a hora das visitas e lá começam a surgir as primeiras "pérolas" de Domingo:
PRIMEIRA (Não se riam, é para chorar mesmo...)
Chega um casal com duas filhas que vão ter com a D. Alice. Uma senhora dos seus oitenta e poucos anos, que teve uma vida super dura, mas muito recta "pão, pão; Queijo, queijo".

D. Alice: - Olha! As minhas netas lindas. Vieram visitar a avó?
Homem(genro): Pois! A sua filha não quis ir à festa dos Tabuleiros...
D. Alice: - Deixa! Vão lá para o ano. Então as minhas netinhas passaram de ano com boas notas?
Miuda mais velha: - Óh Vó! Para que eu quero boas notas!?
D. Alice: - Para seres uma grande estudante e um dia teres um bom emprego...
Miuda mais velha: Vó! O pai passa o dia em casa, passa a vida no subsidio de desemprego. Quando eu crescer vou fazer o mesmo...

Segunda
Estava uma senhora com o filho mais velho(doze/treze anos), ao lado do Senhor Pedro, um senhor de setenta e muitos anos e um bem disposto.
Pedro: - Olha o meu neto preferido! O teu pai, não veio? Está a trabalhar?
Rapaz: - O pai João?!
Pedro: - Não! O teu pai é o Zé!
Rapaz: - Quem é esse? Já tive o pai Francisco, não gostei dele porque me batia. Depois a mãe trouxa o pai Tiago, desse já gostei um pouco mais. Gostei muito do pai Eduardo. Jogava à bola comigo. Só lá esteve um mês em casa. O pai João, é um tipo fixe, mas chega a casa todos os dias bebado...
Pedro: - Milha filha! Quantos filhos tens?
Rapaz: - 8. Ela diz que contribui para a sociedade com miudos, por isso é que vamos de tempos a tempos à segurança social buscar os apoios...
Filha: - Pai! Se vamos discutir a minha vida, vou-me já embora.

TERCEIRA - A próxima história doi mesmo.
Reparo num rapaz ao fundo da sala, muito bem parecido. Com um corpo fantástico. Num perfeito estado normal de normalidade e que não deve ter mais do que 33/34 anos. Aparece um casal de homens na casa dos cinquenta e muitos/ sesenta anos e numa fulana bem parecida.
Ao inicio pensei que estivem à espera sentados, para poderem subir aos quartos dos acamados. Não dei muita importância. Até que vejo uma funcionária ir ter com o rapaz, colocar-lhe uns comprimidos na boca. Passado algum tempo, vejo a rapariga a tirar uns papeis de uma pasta. Depois coloca-os em cima de uma mesa. O Rapaz começa a assiná-los. Depois dos papeis assinados, a fulana levanta-se e vai-se embora. O casal faz mais um pouco de companhia e vão embora de seguida. Fica ali o rapaz sentado na mesa a olhar para um vazio qualquer...

Levanto e dirigo-me para a funcionária e fui perguntar à D. Maria.

Francisco: - D. Maria! Quem é aquele rapaz? E, o que faz ele aqui?

D. Maria: - Francisco! O menino nem queira saber. O rapaz chama-se Rodrigo. Um moço que foi um bom técnico de manutenção de máquinas frigorificas. Há dois anos, apareceu-lhe os primeiros sintomas de Parkison. O Rapaz acabou por ser despedido. A mulher veio aqui agora com os papeis do divórico. Os pais colocaram-no aqui, porque supostamente estão reformados e querem gozar a reforma a viajar.
Como o filho está doente, não o querem em casa.

Francisco: - Ele está assim tão doente!!!!!!!!!!!!

D. Maria: - Só quando não toma a medicação. Aqui no lar, como a toma todos os dias. Já não treme tanto como antes.

Francisco: - E de cabeça?

D. Maria: - Esquece-se de algumas coisas. Eu acho que me esqueço mais do que ele...


Sem Palavras para expressar qualquer sentimento ou emoção

P.S - Sapo, foi esta a musica em relação ao post anterior "Mário Santos/Diogo".