Hoje quando regressava à casa, entrei na estação de São Sebastião em direcção à Amadora. Sentei-me de frente de uma rapariga que não deveria ter mais de 28 anos. Ela levava uma rosa, um pouco já seca. Já se notava algumas folhas secas. Mas, ela agarrava a rosa e cheirava-a como se ainda tivesse algum perfume...
Olhei para aquele gesto e recuei no tempo. Talvez até 1993/1994. Altura que conheci o Rodrigo. Creio que nunca falei dele aqui. Conheci o Rodrigo na faculdade, uma troca de olhares no bar, dois dedos de conversa e uma decisão de irmos ao cinema naquela noite... Tudo muito intenso e muito rápido...
Saímos da faculdade juntos, e decidimos ir ao KING (Margarida! Coincidências) ver um filme qualquer... Na sala trocámos as mãos, apertámos as mãos com força e olhámos nos olhos um do outro... Surgiu o nosso primeiro beijo(O casamento ainda não era permitido). Saímos da sala de cinema e no primeiro jardim, ele arrancou uma flor e deu-me... Imortalizei aquele momento Kodac e lembrei-me daquele episódio no metro...
Não sei, qual a minha cara. Sei, que quando "despertei" a rapariga sorriu para mim e cheirou a rosa uma vez mais. Saiu em Carnide...
Um amor entre um Deus do Olimpo e um terreste, onde esse Deus caiu e resolveu contar as suas histórias enquanto viveu no meio dos humanos...
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25 agosto 2012
23 julho 2010
Uma Flor... Rosa - Manuela Bravo " Sobe, sobe balão sobe..."
Num destes sábados fui com a minha amiga Maria até ao Forum Montijo. Fomos ao cinema, aproveitamos para falar acerca de tudo. O Ruben foi dos temas mais falados nesse dia. Porque será?
No final do dia, quando estávamos a sair para cada um seguir para as suas respectivas casas. Dirigi-me à florista e comprei uma rosa amarela com arranjo incluido. A Maria pensava que a rosa fosse para o Ruben.
Quando me aproximei, dei-lhe um beijo na face e entreguei-lhe a rosa. O rosto mudou por completo, estava emocionada e mais tarde partilhou comigo que nunca tinha recebido uma rosa de um gajo, excepto de um primo e que já fazia muitos anos.
Como é possivel? Que uma gaja não receba flores de um namorado, companheiro, marido, amante. O que seja...
Eu que já referi que sou um romântico. Tanto adoro oferecer, como receber prendas. Não é pela importância material que representam, mas sim pelo lado significativo da coisa, ou seja, no fundo que parámos um pouco a nossa vida e apenas mostrámos à nossa cara-metade que nos lembrámos da pessoa de quem nós gostamos e que escolhemos para estar ao nosso lado.
Eu vejo as coisas desta forma...
Tenho a noção de que vivemos num mundo cada vez mais material, onde o que importa é o que temos e que possamos mostrar e não os nossos sentimentos. Afinal os sentimentos não pagam as contas ao final do mês.
Também é verdade, que as pessoas tem um carro por 4 anos; um sofá por dois anos; um LCD por um ano e meio; um relógio por um ano; um micro-ondas por seis meses, uma camisa por apenas uma estação, e assim sucessivamente... Porque havemos de ter um namorado por mais tempo, se podemos ter um gajo diferente a cada dia que passa ou a cada hora?
No entanto é mais fácil despachar um namorado com uma mensagem, com um mail ou com um simples adeus, do que levar os bens lá casa até ao caixote do lixo.
Mas o mais giro de tudo isto, é que a grande maioria dos rapazes com quem já estive e quando se aborda o tema ex-namorados, falam:
- Da perca dos quadros, porque um pagou mais;
- A gasolina que se pagou para levar o outro a não sei onde;
- O custo das férias e os hóteis caros;
- Os restaurantes onde o outro gostava de ir;
- Etc.Etc...
Muitos poucos, para não dizer escassos, foram os que referiram as saudades dos beijos antes de adormecer e depois de acordar. As saudades do dormir agarrados nas noites frias, as surpresas feitas quer por um ou pelo outro. As saudades de ir até à beira mar ou simplesmente fazerem um piquenique a dois.
Confesso que não gosto muito de ser "lenço de papel" ou reviver o passado, para isso vou a um museu...
Mas se no entanto, se estou a conhecer um rapaz gosto de saber o que ele pensa e o que é para ele o amor, o estar numa relação, entre outra coisas...
No final do dia, quando estávamos a sair para cada um seguir para as suas respectivas casas. Dirigi-me à florista e comprei uma rosa amarela com arranjo incluido. A Maria pensava que a rosa fosse para o Ruben.
Quando me aproximei, dei-lhe um beijo na face e entreguei-lhe a rosa. O rosto mudou por completo, estava emocionada e mais tarde partilhou comigo que nunca tinha recebido uma rosa de um gajo, excepto de um primo e que já fazia muitos anos.
Como é possivel? Que uma gaja não receba flores de um namorado, companheiro, marido, amante. O que seja...
Eu que já referi que sou um romântico. Tanto adoro oferecer, como receber prendas. Não é pela importância material que representam, mas sim pelo lado significativo da coisa, ou seja, no fundo que parámos um pouco a nossa vida e apenas mostrámos à nossa cara-metade que nos lembrámos da pessoa de quem nós gostamos e que escolhemos para estar ao nosso lado.
Eu vejo as coisas desta forma...
Tenho a noção de que vivemos num mundo cada vez mais material, onde o que importa é o que temos e que possamos mostrar e não os nossos sentimentos. Afinal os sentimentos não pagam as contas ao final do mês.
Também é verdade, que as pessoas tem um carro por 4 anos; um sofá por dois anos; um LCD por um ano e meio; um relógio por um ano; um micro-ondas por seis meses, uma camisa por apenas uma estação, e assim sucessivamente... Porque havemos de ter um namorado por mais tempo, se podemos ter um gajo diferente a cada dia que passa ou a cada hora?
No entanto é mais fácil despachar um namorado com uma mensagem, com um mail ou com um simples adeus, do que levar os bens lá casa até ao caixote do lixo.
Mas o mais giro de tudo isto, é que a grande maioria dos rapazes com quem já estive e quando se aborda o tema ex-namorados, falam:
- Da perca dos quadros, porque um pagou mais;
- A gasolina que se pagou para levar o outro a não sei onde;
- O custo das férias e os hóteis caros;
- Os restaurantes onde o outro gostava de ir;
- Etc.Etc...
Muitos poucos, para não dizer escassos, foram os que referiram as saudades dos beijos antes de adormecer e depois de acordar. As saudades do dormir agarrados nas noites frias, as surpresas feitas quer por um ou pelo outro. As saudades de ir até à beira mar ou simplesmente fazerem um piquenique a dois.
Confesso que não gosto muito de ser "lenço de papel" ou reviver o passado, para isso vou a um museu...
Mas se no entanto, se estou a conhecer um rapaz gosto de saber o que ele pensa e o que é para ele o amor, o estar numa relação, entre outra coisas...
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