Mostrar mensagens com a etiqueta Esplanadas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Esplanadas. Mostrar todas as mensagens

13 outubro 2011

Esplanada - Dulce Pontes "Lagrima"



Deixei o carro no parque subterrâneo do Marquês de Pombal, e desci a Avenida da Liberdade a pé.

Com este calor, ninguém diz que estamos no Outono. Creio que vamos "saltar" do Verão para o Inverno. Em anos passados, já havia folhas pelo chão, aquele frio que nos obrigava a levar algo mais quente, como um cachecol. É verdade, a minha peça favorita de vestuário, é o cachecol. Adoro cachecóis...

Ao descer a Avenida, qual a minha admiração!!! Vi carrinhos de castanhas assadas. LOL
Quem é que come castanhas assadas com este calor?! Eu não...

Continuo a descer em direcção ao Rossio, subo a rua do Carmo e vou em direcção à esplanada do Adamastor, ali no Bairro de Santa Catarina. Que vista fantástica sobre o rio Tejo. Quero voltar a trabalhar na Avenida da Liberdade ou no Chiado. Quero voltar a frequentar os sítios típicos de Lisboa "Coração de Lisboa mesmo".

De volta, passo perto do Cinema São Jorge. Qual o meu espanto, quando vejo o Álvaro.
O Álvaro é engenheiro numa empresa pública. Eu conheci o Álvaro na estação fluvial de Belém em 1993/4. Já não me recordo...
Sei que naquela altura, eu teria entre os 23 e os 25 anos. O Álvaro teria seguramente 35/36 anos.
Era eu miúdo sem grande experiência e ele um rapaz lindo, com um sorriso mais giro ainda. Tinha um corpo de Adónis, naquela altura teria metade de Lisboa aos seus pés. Assim, me disse ele no dia em que me declarei à sua pessoa. Gostei muito dele e levei um valente balde de água fria pela cabeça abaixo. Quando eu pensava, que ele gostava de mim... Sim, ele gostava de mim na cama e de mais não sei quantos ao mesmo tempo...
Agora ali estava ele, marcado pela idade avançada. Ele deve rondar os 55/57 anos. Está sozinho, apostou no cavalo errado... Palavras dele, esta tarde...

Já dizia a minha avó:
Francisco, não vivemos o tempo suficiente para aprendermos com os nossos erros todos. Vê lá se ouves e aprendes alguma coisa, com quem já errou."


Salvo "by the Ring", toca o meu telemóvel, era o meu amigo Manuel que me convidava para um café na esplanada ao pé do El Corte Inglés, no Jardim Amália Rodrigues.
Sim, a "Linha de água".Final de tarde, espectacular...

Fiquei contente por saber que ele está apaixonado por um colega de trabalho.