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03 agosto 2013

WC - Antonio Variacões "Cancão Do Engate"

Quando em 1993,tive conhecimento que se faziam engates Gays nas Casas de Banho. Era tão Naif, oh meu Santo Deus!!!!!!

Lá sabia eu, naquela altura que tínhamos que ir para os urinóis e mostrar o brinquedo...

Não é assim tão fácil para a minha pessoa. Não sou Santo, mas de facto sou daqueles gajos que se tiver alguém ao pé de mim. Já não consigo mijar.

Mas, também quem é que quer mijar?! Basta fingir...

Depressa fiquei a saber que quando não havia amigos em comum. Ninguém se conhecia pelo facebook. Logo, os Gays tinham que se conhecer num local de engate ou então numa casa de banho...

Em 1993/1994 conheci um gajo(ainda cabiam todos numa folha branca A4), onde um casal Gay se tinha conhecido na Casa de Banho(nem se ainda existe), que fica em Belém em frente à casa do Sr Presidente/Museu dos coches/ e onde existe uma praça de táxis. Não sei se ainda estão juntos. Creio que na altura, já levavam 7 ou 8 anos de namoro...

Por isso! A meu ver, não importa o local onde as pessoas se conhecem. Importa sim a Honestidade de cada um...

Já dizia a minha avó: "O hábito não faz o monge..."

04 setembro 2011

Belém 1 - Onda Choc "Na minha idade..."

Tous les garcons et les filles - Francoise Hardy

Depois de termos saído da Vela Latina, eu e o Pedro, fomos até à estação Fluvial de Belém. Já aqui escrevi que foi neste local que eu começei a minha "vida de Gay".

Ainda me lembro, como se fosse ontem que lá cheguei pela primeira vez. Como eu era tão "Naif", ingénuo, "virgem", completamente "afastado" desta dura realidade que é este "Mundo Gay".
Pensava eu que era ali naquele local, que iria encontrar o meu principe, aquele com quem eu iria partilhar a minha vida. Aquele com quem um dia pudesse andar de mão dada, de aliança(estamos a falar de 1993, não havia abertura que existe hoje.) Naquela altura, eu imaginava que um dia iria arranjar um bom emprego, partilhar a casa, receber os amigos para jantares, como não podiamos ter filhos, sempre podiamos "adoptar os sobrinhos". Serimos dois tios, com muito amor para dar. Como teriamos uma boa vida, também fariamos longos fins de semana, fariamos as nossas viagens de sonho, a viagem da nossa "Lua de Mel"... E, quando já fossemos velhinhos, haveriamos de estar sentados num banco de jardim, a ver os jovens a passar e a comentar a nossa felicidade de termos feito esta etapa em conjunto...

Nesta altura do campeonato, sempre posso estar sentado num qualquer banco de jardim, à beira mar, numa qualquer esplanada, mas é sozinho...

Ainda me lembro, que naquela primeira noite, eu com os dedos de uma só mão, eu contava o numero de rapazes com tinha tido alguma coisa, e ainda me sobrava alguns dedos...

(O Pedro fala para caramba, ele faz a festa, manda os foguetes, apanha as canas, e não se cala...)