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21 outubro 2012

Nostálgico - Tony Carreira "Se ela perguntar por mim"

Gosto imenso de reviver o passado em museus ou em espaços arqueológicos. Terrível, quando temos de reviver o nosso passado ao telefone. O nosso telemóvel toca, pensamos que é um qualquer amigo a convidar-nos para um café ou um outro programa qualquer...

Nada disso! Não há Bom Dia, estás bem, se dormiste ou mal. "Disparam" a seco: - "O Ruben está solteiro"

O nosso cérebro ainda está a processar o pouco do oxigénio que entra no nosso corpo, e já estamos a ser bombardeados com o nosso passado e com alguém que nos foi o nosso "mais que tudo"...

Ainda hesitei em enviar um sms. Confesso que sim. Depois pensei melhor, liguei o computador e aqui estou eu a escrever a ver se a vontade passa... Não é fácil...
Eu sei que muitos dos que me visitam neste canto, gostariam que eu e o Ruben ficássemos juntos no final. The Happy End

Lamento, mas isso não vai acontecer. Este canto nasceu do mote do meu amor perdido por ele. Depois de alguns encontros e desencontros. Lisboa não é assim tão grande, por vezes por pena minha... Não se pode ter tudo...

Ainda me lembro desta frase como se tivesse sido dita à 2 minutos atrás:
"Francisco! Não podemos perder o comboio da vida..."

Sério! Então?! O teu comboio voltou a passar na minha estação ou apeadeiro?! Eu, sei que a Terra é redonda, mas já estás de volta... Assim, tão rápido...

Não há nada a perdoar. Cada um seguiu o seu caminho. A vida é de opções/escolhas...

Já dizia a minha avó: - "Francisco! Na cama que fizeres, não te esqueças que é nela que te vais deitar logo à noite..."

Lamento, mas de momento só existe espaço para um no colchão cá de casa...
Vou andar por aí a pisar as folhas secas caídas em qualquer calçada ou berma de estrada...

06 setembro 2011

Belém 3 - youssou n'dour neneh cherry "seven seconds away "

No post de Belém 2, eu tinha referido que iria falar do meu primeiro namorado. Mas, enganei-me. Primeiro, tenho que abordar o Homem que me marcou mais até à data do Ruben, parece estranho mas não é...

Tinha eu 23 anos, quando conheci o Miguel. Era uma homem com 36 anos, vivia na rua do Trumps, era psicólogo, tinha um onda civic preto, o que a nossa memória guarda. Na nossa primeira noite, fomos foder para perto da Estação de Caxias.

Foi o primeiro homem, que depois de me ter feito um broche, beijou-me. Fizémos o 69 e voltámos a beijar-nos. Já viram o quanto eu era "virgem"????

Quando acabámos de fazer amor. Amor para mim, sexo para ele. Que fique bem claro este paragrafo. Passou na rádio esta música "youssou n'dour neneh cherry - seven seconds away " Sempre que oiço esta música, lá vem o Miguel ao meu pensamento. Que musica passou hoje na RFM às 8h30m? Pois é...

No dia seguinte fomos jantar a um restaurante italiano. Durante o Jantar:

Miguel: - Já tiveste algum namorado?

Francisco: - Não. Ainda estive com poucos homens. Sete, se tantos...

Miguel: - Só!!!??? (Admirado).

Francisco: - Tu?

Miguel: - Uns três mil e quinhentos...

Foda-se, pensei para mim. Sim, Miguel... Também pensei: - Grande Puta

Miguel: - Não me olhes com esse ar. Todos temos um bichinho dentro de nós. Quando ele acordar, vais ver a facilidade de arranjares fodas e vais ver o que são cinco mil fodas...

Voltámos a foder mais umas duas vezes. Só o voltei a encontrar anos mais tarde no Trumps. Ele pensou que era chegar e pegar, quando lhe disse que não. Apontei para um rapaz e disse-lhe: - É o meu namorado.
Os olhos dele viraram-se e foi-se embora. Nunca mais o vi até hoje. Consta que ele já faleceu com um tumor na cabeça. Não tenho a certeza desta realidade, porque neste Mundo Gay, as bichas são muito ressabiadas.